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Arderam "perto de 600 hectares" no Parque Natural Sintra-Cascais

08 out, 2018 - 23:05 • Filomena Barros

Em declarações à Renascença, o presidente da Câmara de Cascais fala em “grande tristeza e frustração” e diz que todas as pessoas já voltaram a casa.
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Já regressaram a casa as mais de 300 pessoas retiradas na sequência do incêndio deste fim de semana em Sintra e Cascais, disse à Renascença o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras.

Um total de 47 moradores já voltaram às suas residências e cerca de 300 pessoas ao parque de campismo que foi evacuado por causa da aproximação das chamas.

Carlos Carreiras passou esta segunda-feira a visitar os locais afetados pelo incêndio e esteve no local onde se pensa que tudo terá começado, na zona da Peninha, mas o autarca insiste que vai ser preciso esperar pela investigação das autoridades para saber o que provocou o fogo.

A autarquia está também à espera para conhecer, em concreto, a dimensão da área ardida, mas Carlos Carreira admite que ficará próximo dos 600 hectares.

“Ainda não temos a contabilidade efetiva das autoridades, mas ficará próximo mas abaixo dos 600 hectares, tudo em Parque Natural Sintra-Cascais e na freguesia de Alcabideche.”

Aviões abastecem na Praia do Tamariz para combater incêndio em Cascais/Sintra
Aviões abastecem na Praia do Tamariz para combater incêndio em Cascais/Sintra

O presidente da Câmara de Cascais assume que a destruição causada pelo fogo lhe causa uma “grande tristeza e frustração”, mas podia ter sido pior.

“Temos feito um trabalho exaustivo ao nível do ordenamento da floresta e da limpeza do Parque Natural Sintra-Cascais e, de um momento para o outro, vimos parte disto desaparecer, mas também com a noção de que, se não tivéssemos feito o que fizemos ao longo destes anos todos e de forma consistente, as consequências teriam sido mais gravosas”, refere o autarca.

Existe um relatório de peritos europeus que, segundo o jornal “Público”, terá alertado para o risco de incêndio no Parque Natural Sintra-Cascais. Esse relatório foi enviado em maio para várias entidades do Governo e autarquias.

O presidente da Câmara de Cascais recebeu o documento, partilhou-o e perguntou o que mais é preciso fazer.

“Tudo foi reconhecido que o trabalho que temos vindo a desenvolver no concelho de Cascais é o recomendável e que não havia grandes medidas a propor para realizarmos em Cascais”, sublinha.

Agora é preciso olhar para a frente e o autarca assinou, esta segunda-feira, um despacho a proibir a construção imobiliária na área atingida pelo incêndio. Por outro lado, é preciso recuperar o património ambiental destruído e a autarquia anuncia já, para o próximo sábado, junto ao Guincho, uma ação de voluntariado.

A Renascença tentou falar com outras entidades e aguarda resposta da Câmara Municipal de Sintra e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Comentários
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  • Jorge
    09 out, 2018 Seixal 16:54
    Os pafiosos ainda tentaram lançar mais umas achas para a fogueira para ver se pegava, com o relatório dos "peritos" europeus, mas como não tiveram o feedback que esperavam dos autarcas e da população, remeteram-se ao silêncio, ficando a aguardar pela próxima desgraça alheia.
  • Frau
    09 out, 2018 Freixo 02:04
    Portugal continua a arder, só que este ano é em lume brando... O Kosta só fica satisfeito quando já não houver mais nada para arder!