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Ogier na frente do Rali de Inglaterra

06 out, 2018 - 23:29

Os oito primeiros estão separados por menos de um minuto.
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Quando faltam 55,65 km, divididos por quatro especiais, para terminar o Rali de Inglaterra, os oito primeiros cabem num minuto situação raríssima e que deixa antever um domingo de emoções com o francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC) apostado em regressar ao lugar mais alto do pódio, posição que não ocupa desde o Rali da Córsega.

No grupo que via discutir a vitória falta o estónio Ott Tanak (Toyota Yaris WRC) que, a três especiais do final do dia e quando tinha 41,9” de vantagem sobre o francês, foi forçado a desistir com o radiador partido, pondo fim a mais uma exibição notável e que o estava a lançar para a quarta vitória seguida da temporada.

Com efeito, o estónio só não ocupou a primeira posição, após a Super-Especial de abertura, onde o finlandês Esapekka Lappi (Toyota Yaris WRC) foi o mais rápido, mas, a partir do momento em que o rali começou a sério, moralizado pelos três triunfos consecutivos, lançou-se ao ataque e foi ganhando tempo aos seus adversários, tendo alcançado uma vantagem significativa.

Só que foi forçado a desistir e resta-lhe regressar amanhã, em Super-Rali, para tentar averbar os cinco pontos da “Power Stage” e continuar na luta pelo título, quando vão ficar a faltar duas provas (Espanha e Austrália).

Mas a Toyota tem os seus dois outros homens, os finlandeses Jari-Matti Latvala e Esapekka Lappi, nos restantes lugares do pódio, e pode lançar um deles na perseguição do francês, com o objetivo de o levar a cometer um erro, uma vez que tem o outro em posição de salvar a honra da marca, ainda que o ideal fosse que os dois conseguissem suplantar o piloto da Ford, para o estónio manter a esperança de poder interromper o reinado do francês na lista dos campeões do mundo.

Com escassos 4,4” de atraso em relação a Sébastien Ogier, Jari-Matti Latvala tem todas as razões para atacar, em busca da primeira vitória do ano, numa temporada em que tem sido dominado por Ott Tanak.

Excelente desempenho da Citroen que colocou os seus dois homens nos lugares seguintes, com o irlandês Craig Breen (Citroen C3 WRC) a escassos 13,5” do primeiro lugar e numa posição de expectativa, para, eventualmente, vir “a tirar as castanhas do lume”.

Pelo contrário a Hyundai tem tido uma presença discreta, com os seus três homens a fecharem o “top eight”, com o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 Coupé WRC) a ser o último, mas a ser crível que, amanhã, os seus colegas de equipa “levantem o pé”, para o comandante do campeonato somar mais pontos e manter a posição.

Emoção e “jogadas táticas” vão por certo marcar o dia de amanhã nas florestais galesas.

O finlandês Kalle Rovampera (Skoda Fabia R5) e o sueco Pontus Tidemand (Skoda Fabia R5) fecham o “top ten”, com o finlandês a dispor de mais de um minuto de avanço sobre o seu adversário, vantagem essa que lhe deve permitir a conquista da vitória entre os RC2.

Classificação geral após 18 especiais

1.º, Sébastien Ogier/Julien Ingrassia (Ford Fiesta WRC), 2.31’22,5

2.º, Jari-Matti Latvala/Mikka Antilla (Toyota Yaris WRC), a 4,4”

3.º, Esapekka Lappi/Janne Ferm (Toyota Yaris WRC), a 11,8”

4.º, Craig Breen/Scott Martin (Citroen C3 WRC), a 13,5”

5.º, Mads Ostberg/Torstein Eriksen (Citroen C3 WRC), a 34,1”

6.º, Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger (Hyundai i20 Coupé WRC), a 36,5”

7.º, Hayden Paddon/Sebastian Marshall (Hyundai i20 Coupé WRC), 45,4”

8.º, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul (Hyundai i20 Coupé WRC), a 55,5”

9.º, Kalle Rovampera/Jonne Halttunen (Skoda Fabia R5), a 7’30,8”

10.º, Pontus Tidemand/Jonas Andersson (Skoda Fabia R5), a 8’33,9”

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