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Caso Mayorga. Cristiano Ronaldo tem 20 dias para responder a intimação

04 out, 2018 - 00:43

A informação foi confirmada pelos advogados de Kathryn Mayorga, a mulher que acusa o jogador de “agressão e abuso sexual”.
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Movimento
Movimento '#MeToo' deu "coragem" a Kathryn Mayorga para denunciar Ronaldo

Os advogados de Kathryn Mayorga, a norte-americana que acusa Cristiano Ronaldo de abuso sexual, enviaram uma intimação ao jogador, dando início a uma ação civil por "agressão e abuso sexual". O português tem 20 dias para responder à intimação.

Kathryn Mayorga alega ter sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 325 mil euros (375 mil dólares).

Cristiano Ronaldo é acusado de “agressão e abuso sexual”, “imposição intencional de sofrimento emocional”, “coação e fraude”, “chantagem e conspiração”, “difamação”, “abuso de direito” e expressa a “intenção declarada de tornar nulo o termo de confidencialidade ou torna-lo anulável com base na incompatibilidade” devido a “influência/coerção ou fraude”.

O advogado Leslie Stovall acrescenta que o movimento '#MeToo', que denuncia as agressões sexuais cometidas por homens com poder, foi quem deu a Kathryn Mayorga a "coragem" de denunciar CR7, disseram, em conferência de imprensa, os advogados da alegada vítima.

O movimento "e as mulheres que se exprimiram e denunciaram os abusos sexuais deram a Kathryn muita coragem e permitiram-lhe apresentar uma participação cível", disse.

O caso remonta a 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, estado norte-americano do Nevada, tendo o jogador negado categoricamente a acusação.

À data, a queixosa denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas e foi submetida a um exame médico.

Esta quarta-feira, os seus advogados informaram que na ocasião a sua cliente informou que o futebolista português seria o alegado agressor.

Entretanto, Cristiano Ronaldo negou, na quarta-feira, as acusações de violação de que está a ser alvo, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

"Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa", escreveu.

O jogador da Juventus garante que vai aguardar "com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos", pois nada lhe "pesa na consciência".

A polícia de Las Vegas reabriu esta semana a investigação sobre as acusações de violação apresentadas por Mayorga contra Cristiano Ronaldo, pelos factos que remontam a 2009.

"O caso foi reaberto e os nossos investigadores estão a analisar as informações dadas pela vítima", disse a polícia na segunda-feira.

Kathryn Mayorga, agora professora com 34 anos, apresentou queixa a semana passada num tribunal do condado de Clarck, Las Vegas, no estado norte-americano do Nevada.

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  • 05 out, 2018 18:20
    A manifestacao dos professores e so circo pras televisoes" professores estao unidos a geringonca! O caso do bolsonaro e diferente ha por ai umas malucas que tiraram uma foto de protesto nao querem que o jair proteja a banana! Nas conversas a quinta ouvi o dr jaime gama dizer que o bolsonaro protege a banana!
  • 05 out, 2018 16:20
    E natural que faca estrago"as criancas e os mais jovens olhavam pro cristiano ronaldo como um idolo! E engracado que raramente metem em causa o dinheiro que os futebolistas ganham a comunicacao social so tem habilidade pra aquilo que nao devia ter!
  • Licao
    04 out, 2018 Porto 09:03
    Esta americana ... cheira a extorsionária à distância! No país do #MeToo, onde elas andam mais ao ataque que as "profissionais" de cá, isto é vulgar. Violação? Duvido muito que tenha havido: ele não a arrastou pelos cabelos e a tipa foi pelo seu pé e parece ter sido principescamente paga pelos "serviços" feitos, e aqui cabe recordar que ela própria dizia-se "modelo da Discoteca", uma maneira simpática de descrever o que ela é. Por cá, chamamos-lhes mulheres de alterne.Logo, ela sabia muito bem ao que ia. Agora farejou uma maneira de ganhar mais grana, e está a cavalgar a onda feminista #MeToo. É pena é que quando se prova que isto são tudo tretas, as aldrabonas são simplesmente condenadas a multas que nunca pagam e no máximo a penas suspensas que nunca cumprem. Neste casos de baixas vinganças ou extorsões que nada têm a ver com a Verdade, a pena para as aldrabonas devia ser igual à pena para os violadores. Tipinhas como esta, iriam pensar 3 vezes antes de tentar ganhar dinheiro fácil, à conta.