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Novo Hospital Central do Alentejo "não vai reduzir atividade" dos restantes

19 jun, 2018 - 16:01 • Rosário Silva

Presidente da ARS do Alentejo diz que tudo está a ser feito para que o concurso público internacional para a construção do novo hospital em Évora seja aberto ainda este ano.

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O prazo está a contar e desde março que, por despacho do Governo, está nomeado o grupo de trabalho para a preparação e lançamento de um concurso público internacional para o novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.

“O que estamos a fazer é tentar cumprir os procedimentos exigidos, reunindo todos os documentos para que o Governo se possa pronunciar no sentido de autorizar a abertura desse concurso internacional”, refere à Renascença o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA)

José Robalo manifesta vontade de que a proposta deste grupo chegue ao Executivo, “nestes primeiros oito, nove meses do ano” e que o “concurso seja aberto até ao final de 2018”.

O responsável adianta que o projeto para o novo Hospital Central do Alentejo envolve um investimento na ordem dos 170 milhões de euros.

No inicio do ano, quando passou por Évora, o primeiro-ministro António Costa anunciou a “dotação de 40 milhões de euros para o arranque da construção da nova unidade hospitalar”, com recurso a financiamento comunitário. Foi o renascer da esperança para um projeto cujo lançamento do concurso chegou a estar previsto para 2017, sem, contudo, se concretizar.

Ambição antiga, ainda durante a governação de José Sócrates, em 2010, chegou a ser assinado o contrato para a elaboração do projeto técnico do novo edifício. Um ano depois, com novo Governo, novo ministro da Saúde e um país a braços com a austeridade, o projeto foi sujeito a uma reavaliação.

Agora não há tempo a perder. Para José Robalo, a construção do novo hospital é “um dos desígnios” do seu mandato, acima de tudo pelos “ganhos para a população do Alentejo e para os profissionais de saúde de toda a região”. A urgência é ainda maior tendo em conta que, no caso de Évora, o atual hospital é constituído por “dois edifícios separados por uma estrada, encravado dentro da cidade, o que não permite o seu alargamento”, explica o responsável.

Para além de reforçar a capacidade instalada, o novo hospital pretende ser uma referência na prestação de cuidados de saúde, distinguindo-se pela diferenciação em especialidades relevantes para a região.

“Olhe, a cirurgia vascular ainda não está muito desenvolvida e é fundamental para o Alentejo tendo em conta que uma das patologias mais frequentes é a diabetes”, exemplifica José Robalo. “A abordagem dos cirurgiões vasculares é essencial nesta doença e, por isso, gostaríamos de instalar aqui um centro, com um conjunto de profissionais, massa crítica, que permitisse dar resposta aos utentes nesta área especifica, mas também noutras”, sublinha o presidente da ARS do Alentejo.

Entre as vantagens da nova unidade hospitalar, o responsável destaca também a "diferenciação na capacidade técnica” como forma de atrair “mais profissionais disponíveis para se fixarem no Alentejo”.

À Renascença, José Robalo garante que o hospital central, ao contrário do que se “ouve habitualmente, não tem qualquer intenção de reduzir a atividade dos outros hospitais” da região.

“Não me causa qualquer espanto que haja uma consulta diferenciada, por exemplo da tiróide, no baixo Alentejo”, acrescenta, reconhecendo que “há um conjunto de profissionais já com um 'know-how' muito interessante sobre a abordagem que deve ser feita aos doentes”.

“Nada está fechado”, remata. “Vamos criar algumas coisas mais especificas no hospital central, mas há outras que já existem e que não vão ficar de fora”, assegura o presidente da ARS-A, que espera poder “contar também com a abertura dos próprios profissionais”.

O novo Hospital Central do Alentejo é uma das quatro unidades que o atual Governo anunciou para modernizar o Serviço Nacional de Saúde. Além deste, contam-se o Hospital Lisboa Oriental, que vai substituir o atual Centro Hospitalar Lisboa Central, o hospital de proximidade de Sintra e o hospital de proximidade do Seixal.

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