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Carta pastoral. Bispo propõe “orientações positivas” de ajuda aos divorciados

07 jun, 2018 - 10:48 • Agência Ecclesia

D. Antonino Dias diz que pastores devem evitar cair em extremos, porque “quando se pensa que tudo é branco ou preto pode-se fechar o caminho da graça e do crescimento”.

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O bispo da Diocese de Portalegre–Castelo Branco escreveu uma carta pastoral com o título “A Bem da Família”, na qual oferece algumas “orientações positivas” de ajuda aos divorciados a viver em nova união.

Na apresentação do documento, uma proposta de aplicação do capítulo VIII da Exortação Apostólica “A Alegria do Amor” do Papa Francisco, D. Antonino Dias realçou que as propostas “são passos a desenvolver no tempo, sem respostas rápidas e à partida, não há receitas simples”.

Na realização deste ministério do discernimento, os pastores têm “a responsabilidade de evitar cair nos dois extremos, isto é, no rigorismo ou no laxismo” porque “quando se pensa que tudo é branco ou preto pode-se fechar o caminho da graça e do crescimento”.

O texto, que resultou duma reflexão dos bispos do Centro, sublinha que as orientações oferecidas terão “sempre de ser adaptadas a cada situação e a cada pessoa, pois é essa a essência do discernimento”.

“Há um percurso histórico de cada pessoa a ter em conta, e não apenas um momento da sua vida”, escreveu D. Antonino Dias, que participou nas assembleia do Sínodo dos Bispos dedicada à Família em 2015, no Vaticano.

Na carta pastoral “A Bem da Família”, o bispo de Portalegre – Castelo Branco afirma que “acompanhar não é julgar e decidir, não é ser controlador, mas escutar e ajudar a que as pessoas tomem consciência da sua situação e consigam tomar uma decisão que as aproxime de Deus e da Sua Palavra”.

“Não se trata de adequar a pastoral à doutrina, trata-se sim, de não arrancar à doutrina o selo pastoral que lhe é original e constitutivo”, reforça D. Antonino Dias.

Na parte final do documento, o bispo de Portalegre – Castelo Branco escreve que “não compete ao orientador espiritual tomar a decisão”, mas “assegurar que todo o processo decorreu como devia e compete-lhe reconhecer o papel da consciência das pessoas”.

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