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​Incêndios. Estado prevê ganhar mais de 25 milhões de euros com leilões de madeira queimada

26 abr, 2018 - 08:09

Esta quinta-feira, no terceiro destes leilões, serão vendidos 114 lotes de material lenhos o que, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, abrange mais de um milhão e 200 mil árvores.

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A madeira ardida proveniente de uma parte das matas nacionais, incluindo a do Pinhal de Leiria, vai esta quinta-feira a hasta pública. A expectativa do Governo é arrecadar entre 25 milhões e 35 milhões de euros com todos os leilões de madeira ardida agendados para este ano, entre os que já ocorreram e os que ainda vão ter lugar.

O leilão desta manhã no Instituto Português da Juventude, em Viseu, é o terceiro desta natureza. O Governo já fez saber que todas as verbas conseguidas através da venda da madeira queimada em 'hastas públicas' serão reinvestidas na floresta pública.

Prevê-se para hoje a venda de 114 lotes de material lenhos o que, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, abrange mais de 1,2 milhões de árvores, sobretudo pinheiro-bravo, mas também acácia, eucalipto, pinheiro-manso e silvestre, carvalhos e castanheiros.

O valor mínimo desta matéria-prima está avaliado em 4,5 milhões de euros.

Só os incêndios de outubro de 2017 atingiram 36 concelhos da região Centro e provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos. Destruíram, total ou parcialmente, perto de 1.500 casas e cerca de meio milhar de empresas.

Extensas áreas de floresta e de terrenos agrícolas foram igualmente destruídas. Em termos de floresta, foram consumidos 190.090 hectares, cerca de 45% da área total ardida durante 2017, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os dois incêndios que, em outubro, destruíram maiores áreas ocorreram no distrito de Coimbra, nos concelhos da Lousã, onde foram atingidos cerca de 43.900 hectares, e de Oliveira do Hospital (perto de 43.200 hectares).

[Notícia atualizada às 15h30]

Comentários
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  • Vasco
    26 abr, 2018 Santarém 23:28
    Então nada como acabar por incendiar o pouco que resta para ver se o Estado ganha um pouco mais ainda! Será que quem inventou este título já imaginou quantas centenas de milhões de euros desapareceram com os fogos e quantos anos serão necessários para recuperar tudo isso que possivelmente jamais acontecerá tendo em conta o número sempre crescente de fogos todos os anos?.
  • Jorge
    26 abr, 2018 Seixal 18:45
    Mandem lá a PJ, talvez apanhem alguns dos que pegaram fogo à madeira para agora vai ser leiloada ao preço da chuva.
  • fanã
    26 abr, 2018 aveiro 10:26
    Certo , é ; que o Estado não será multado por falta de "limpeza" . Termo impróprio para designar (eliminar vegetação indesejável) ou seja desmatar terrenos . Mas quem sou eu , para vir corrigir Jornalistas , Políticos e Drs . de tudo e nada !

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