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Ordem deve continuar a condenar quem pratica a eutanásia, diz ex-bastonário

23 abr, 2018 - 21:37 • Susana Madureira Martins

Germano de Sousa diz que o código deontológico dos médicos não deve mudar, mesmo que o Parlamento aprove a morte assistida.

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Germano de Sousa considera que se a eutanásia for legalizada os médicos que a praticarem devem continuar a ser condenados pela respetiva ordem.

O antigo bastonário da Ordem dos Médicos foi um dos intervenientes de uma conferência na Universidade Católica de Lisboa, esta segunda-feira, organizada pela UCP e pela campanha Toda a Vida tem Dignidade, com o apoio da Renascença e da agência Ecclesia, em que defendeu que a prática da morte assistida deve continuar a ser condenada.

“No caos de a lei portuguesa permitir a despenalização da eutanásia, a Ordem dos Médicos tem de continuar a condenar, manter no seu código deontológico a condenação e depois eles, como sempre, têm o direito de recorrer ao Supremo Tribunal Administrativo, se o tribunal anular a condenação da ordem, é com o tribunal, não é com a ordem”, explica.

Ao lado de Germano de Sousa esteve Manuel Mendes da Silva, membro do conselho de ética da Ordem dos Médicos, que lembrou que a instituição tem órgãos disciplinares para condenar estas práticas, mas salientando que os médicos terão sempre capacidade de recurso no caso de uma condenação. “Em termos disciplinares, a Ordem tem o conselho de ética de onde emana o código deontológico, mas também tem os conselhos disciplinares, que julgam infrações, ou eventuais infrações ao código deontológico. Mas há mecanismos de recursos, dentro da própria ordem, mas também para o Supremo Tribunal Administrativo.”

Nesta conferência estiveram também presentes D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, que elogiou a forma como este debate pode ajudar a esclarecer consciências e também o médico holandês Théo Boer, que alertou para o perigo de os portugueses seguirem o caminho do seu país.

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  • Pois, pois
    30 abr, 2018 Lisboa 07:31
    O senhor bastonário não se preocupe tanto com a eutanásia. Deveria preocupar-se mais com os muitos milhares de doentes que morrem anualmente nos hospitais por negligência médica, por mau e demorado atendimento e vítimas das bactérias. São muitos milhares que morrem contra a sua vontade ao contrário dos outros sem que nunca ninguém seja responsabilizado. Preocupe-se agora pois quando foi bastonário isso pouco o preocupou. Deixe de fazer política pois com a política já ficou há muito bem na vida.
  • João Lopes
    27 abr, 2018 Viseu 12:44
    A defesa da vida, em todas as circunstâncias, é a defesa da humanidade. Os promotores da cultura da morte − aborto e eutanásia − atentam contra a dignidade da pessoa humana: são os "bárbaros" e os "monstros" destes tempos… A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. Os tribunais, os médicos e os enfermeiros existem para defender a vida humana e não para matar nem serem cúmplices do crime de outros...
  • rufino
    26 abr, 2018 lisboa 16:08
    É sempre reconfortante termos os médicos a lutar pela vida dos doentes e não despachá-los para a morte.
  • Anónimo
    24 abr, 2018 02:59
    E o senhor ex-bastonário que se meta na sua vida!

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