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Mudança de sexo aos 16 anos. Médicos católicos pedem a Marcelo que vete lei

16 abr, 2018 - 09:38

Associação refere que "nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo".

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A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) pede ao Presidente da República para vetar a lei que permite a mudança de sexo aos 16 anos.

A legislação aprovada pelo Parlamento prevê que o pedido possa ser feito mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a relatórios médicos.

"A AMCP considera que a dispensa de um parecer médico se reveste de uma enorme gravidade em termos de saúde pública", lê-se no comunicado da associação.

"A lei aprovada exclui a medicina e não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de género, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos", acrescenta a nota.

O comunicado refere também que "nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza".

A associação destaca ainda que a legislação permita a mudança de género "numa idade em que se considera que os cidadãos não têm ainda maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas".

A AMCP reconhece que "existem casos de disforia de género na população geral", mas cuja prevalência "é muito baixa (0,003% - 0,005%)". "A AMCP entende que é um risco a Assembleia da República produzir uma legislação baseada nesta casuística, sobre uma matéria tão sensível", refere também.

Comentários
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  • Sofia Guedes
    18 abr, 2018 Cascais 06:45
    Algumas Pessoas sofrem por falta de identificação. Isso é duro! Mas não é Com uma lei que esse sofrimento acaba. Vai continuar a sofre, mas será menos se Com ajuda médica psiquiátrica, aprendesse a gostar de si como é! Afinal todos somos diferentes.
  • Anónimo
    17 abr, 2018 00:25
    E eu peço aos "médicos católicos" que se demitam e procurem outro emprego já que não têm profissionalismo nenhum pois não conseguem separar trabalho e religião.
  • MASQUEGRACINHA
    16 abr, 2018 TERRADOMEIO 18:05
    Mas, curiosamente, já existem condições neurobiológicas de maturidade para casar e para trabalhar, não é verdade? Sempre com o aval dos pais, como no caso em apreço, que serão, por princípio, quem melhor poderá aferir dessa maturidade nos filhos. Haja, pois, coerência. Quanto à "prevalência muito baixa", parece argumento de farmacêutica sobre medicamentos para doenças raras. E relembro a célebre frase, esperando que se entenda a analogia: quem salva uma pessoa, salva a humanidade inteira.
  • Terra
    16 abr, 2018 lisboa 17:03
    Isto é uma lei facínora anti-ciencia e meramente fraturante.Tratem da economia do Pais e tratem-se.Com projetos abjetos destes quem pode levar a sério a politica e estes preponentes.E a abstenção sobe,sobe e o descredito pelos políticos tb sobe,sobe.O balão sobe ,sobe e depois rebenta.
  • 16 abr, 2018 12:34
    O presidente marcelo nao resolve nada em portugal e entao foge para o estrangeiro ,para se esquivar as obrigacoes de presidente republica!
  • 16 abr, 2018 11:26
    Era o que o costa e mario centeno deviam fazer as pessoas que nao votaram neles! Ficavam apenas com o dinheiro dos impostos de quem votou neles o resto era devolvido para o bem da democracia!
  • VICTOR MARQUES
    16 abr, 2018 Matosinhos 11:24
    Afinal, nada é perfeito!...
  • João Lopes
    16 abr, 2018 Viseu 11:14
    JASaraiva escreveu no Sol: «Se todas as intrusões na natureza são perigosas, estas (mudanças de sexo) são criminosas – porque significam experiências limite feitas com pessoas. Criam uns entes desgraçados, uns despojos humanos que serão sempre olhados de lado pela sociedade e ostracizados… estas operações deveriam ser pura e simplesmente proibidas. As pessoas que são vítimas delas tornam-se depois umas infelizes – porque não são carne nem peixe». Concordo!