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Bispo brasileiro detido por desvio de fundos da Igreja

19 mar, 2018 - 18:35

Dom José Ronaldo e vários padres da diocese de Formosa são acusados de comprar uma fazenda para uso particular e de ter lesado os cofres da Igreja em cerca de 500 mil euros.

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O bispo católico Dom José Ronaldo, da diocese de Formosa, em Goiás, foi detido esta segunda-feira juntamente com alguns padres por suspeita de corrupção e desvio de dinheiro.

Segundo a imprensa brasileira, o bispo é acusado de ter usado cerca de 500 mil euros dos cofres da Igreja para uso próprio e dos sacerdotes que estavam envolvidos no esquema, incluindo a compra de uma fazenda de criação de gado e de uma “casa lotérica”, isto é, um estabelecimento autorizado a vender lotarias e jogos da sorte federais, no Brasil.

A “operação Caifás” do Ministério Público (MP) brasileiro conduziu à detenção de Dom José Ronaldo e de quatro padres, para além de alguns funcionários administrativos. O caso do MP assenta entre outras coisas em escutas telefónicas, segundo o site da Globo G1.

Ainda segundo o site brasileiro, o grupo fica em prisão preventiva e o juiz Fernando Oliveira Samuel afirma que há indícios de que o dinheiro era usado para bancar despesas pessoais e que os padres forjavam informações, ajustando as contas das paróquias de onde o dinheiro era desviado. As fontes do dinheiro incluíam donativos, valores arrecadados em festas e taxas pela celebração de sacramentos como batismos e casamentos.

As investigações terão começado em 2015 quando alguns fiéis denunciaram desvios, mas em dezembro de 2017 o bispo negaria haver irregularidades nas contas da diocese. Nessa altura um grupo de fiéis disse que as contas da casa episcopal tinham passado de 5 mil para 35 mil reais desde que o bispo tomou posse, em 2014.

A Conferência Episcopal Brasileira ainda não comentou este caso, dizendo que está ainda a recolher informações. O Vaticano também não o fez, mas o Papa Francisco tem feito do combate à corrupção uma das grandes causas do seu pontificado e outros bispos acusados de impropriedade financeira têm sido removidos dos seus cargos.

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