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General dá razão aos alertas de Mário Soares sobre violência

26 nov, 2013 • Raquel Abecasis

Muito desagradado com os actuais políticos, Garcia Leandro considera que “tem que haver uma grande reforma de mentalidades e comportamentos”, senão “o país desaparece”.

General dá razão aos alertas de Mário Soares sobre violência
General dá razão aos alertas de Mário Soares sobre violência
O general Garcia Leandro, um dos dinamizadores da homenagem a Ramalho Eanes diz, em entrevista ao programa Terça à Noite, que os alertas de Mário Soares em relação a um ambiente de violência que “está à porta” têm razão de ser e que é "um perigo que pode ocorrer”. Numa entrevista em que se mostrou muito desagradado com os actuais políticos, Garcia Leandro diz que “tem que haver uma grande reforma de mentalidades e comportamentos” senão “o país desaparece”.

Os alertas de Mário Soares em relação a um ambiente de violência que “está à porta” têm razão de ser, defende o general Garcia Leandro em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença.

“Alertando para aquilo, embora com um estilo que desagradou à maior parte das pessoas, [Mário Soares] está a alertar para um perigo que pode ocorrer”, afirma um dos dinamizadores da recente homenagem a Ramalho Eanes.

Muito desagradado com os actuais políticos, Garcia Leandro considera que “tem que haver uma grande reforma de mentalidades e comportamentos”, senão “o país desaparece”.

O general vai mais longe e diz que as “tricas” políticas interessam muito pouco aos portugueses e garante que é urgente que PS e PSD se entendam. “Não podem fugir ao debate, têm que se encontrar, é assim a democracia em todos os países do mundo.”

Garcia Leandro acrescenta que sociais-democratas e socialistas “são os responsáveis por esta crise e estão a aumentá-la”.

Sobre o papel de Ramalho Eanes na sociedade portuguesa, Garcia Leandro lamenta que Cavaco Silva não tenha chamado o ex-presidente da República para mediar as negociações de Julho entre PS, PSD e CDS.

Nesta entrevista à Renascença, o general convoca Cavaco Silva a usar mais o poder negocial e de influência de Ramalho Eanes.