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Líderes mundiais revelam respeito pela decisão de Bento XVI

11 fev, 2013

De Berlim a Jerusalém, as reacções dos líderes mundiais revelam uma profunda compreensão pela decisão do Papa.

Líderes mundiais revelam respeito pela decisão de Bento XVI
A Chanceler alemã, Angela Merkel, agradeceu ao Papa Bento XVI os anos de trabalho à frente da Igreja Católica e desejou-lhe o melhor na sequência da renúncia, “uma decisão difícil” que merece “o máximo respeito”.

A chefe do Executivo alemão, país de onde o Papa é originário, recordou o orgulho que sentiu quando Ratzinger foi eleito Papa, há oito anos, e, numa intervenção pública, agradeceu a Bento XVI pelo seu Pontificado, desejando-lhe, “de todo o coração”, o melhor para a nova etapa que se abre na sua vida.

A Chanceler destacou a “profunda cultura” de Bento XVI, que empregava para contextualizar os assuntos que abordava, o seu “vivo interesse pela integração europeia” e por ter impulsionado activamente o diálogo interconfessional com “outras igrejas e religiões”, como os ortodoxos e os judeus.

Merkel, que é protestante, revelou que, na sua opinião, o Papa alemão é "um dos mais significativos pensadores religiosos da nossa época”.

A Chanceler alemã disse que Bento XVI "nos fez estar orgulhosos de um compatriota que, pela primeira vez em centenas de anos, foi Papa".

Por sua vez, o Governo da Alemanha afirma estar “tocado e comovido” pela resignação do Papa. "Como cristão e como católico, não se pode deixar de estar comovido e tocado por isso", afirmou Steffen Seibert, porta-voz do Executivo.

"O Governo alemão tem o maior respeito pelo Santo Padre, pelo que ele tem feito, pelos contributos que deu à Igreja Católica, ao longo da sua vida. Ele liderou a Igreja Católica durante quase oito anos. Deixou uma marca muito pessoal como pensador à frente da Igreja, e também como pastor. Quaisquer que sejam as razões para esta decisão, elas devem ser respeitadas", acrescentou Seibert.

Reacção de Londres e Paris
A decisão de Bento XVI foi, também, decidida pelo chefe do Governo britânico, David Cameron, que considerou que a personalidade de Joseph Ratzinger "fará falta a milhões de pessoas enquanto chefe espiritual". Cameron sublinhou que Bento XVI "trabalhou sempre para reforçar as relações entre a Grã-Bretanha e a Santa Sé".

Também o Presidente francês, François Hollande, comentou a resignação de Bento XVI, considerando tratar-se de uma "decisão eminentemente respeitável".
Para François Hollande "não há mais comentários a fazer sobre um assunto que é, primeiro do que tudo, uma questão da Igreja", mas a "República saúda o Papa que tomou essa decisão".

Já o Primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou, esta manhã, que está "muito alterado" pelo anúncio de Bento XVI da sua renúncia ao Pontificado.

"Estou muito alterado por conta desta notícia inesperada", afirmou Monti. Em resposta aos jornalistas, à margem de um congresso em Milão.
Monti confirmou que não teve conhecimento antecipado da decisão do sucessor de João Paulo II. "Soube desta notícia há um minuto", disse.

Monti também afirmou que não tem o poder para comentar se esta renúncia pode ou não mudar a relação do Estado italiano com o Vaticano.

Israel elogia Bento XVI
O Rabino-mor de Israel, Yona Metzger elogiou o perfil e todo o trabalho inter-religioso do Papa Bento XVI. Afirmou também que as relações entre Israel e o Vaticano nunca foram tão boas.

"Durante o seu período [como Papa] as relações entre a Igreja e o Rabinato chefe nunca foram tão boas e esperamos que seja uma tendência para continuar", declarou um porta-voz de Metzger. "Penso que ele merece muito crédito pelo avanço das ligações inter-religiosas em todo o mundo entre o judaísmo, o cristianismo e o islamismo", afirmou Metzger, que desejou ao Papa "boa saúde e longos dias".