Coligação e PS afirmam “espírito de abertura”

17 jul, 2013

Delegações reafirmam que as negociações, embora exigentes, estão a decorrer sem intransigência.

PSD, PS e CDS-PP decidiram interromper por uma hora a reunião que realizavam com vista a alcançar um compromisso de “salvação nacional” proposto pelo Presidente da República e afirmaram que as negociações decorrem “sem intransigência e com espírito de abertura”.

A posição foi divulgada através de um comunicado divulgado pelas 21h30, no qual se lê que as “delegações dos três partidos, envolvidas na negociação, decidiram interromper os trabalhos, de forma a aprofundar o estudo dos contributos entregues pelos três partidos” e que “as negociações serão retomadas às 22h30”.

“As delegações reafirmam que as negociações, embora exigentes, estão a decorrer sem intransigência e com espírito de abertura”, refere a mesma nota sobre a reunião desta quarta-feira, que decorreu na sede nacional dos sociais-democratas, com início pelas 17h30.

Fontes do Partido Socialista disseram ao final da tarde à Renascença que o PSD e o CDS "mantêm uma postura de intransigência" nas negociações com vista a um "compromisso de salvação nacional". Em causa estão os cortes a fazer no âmbito da reforma do Estado, na ordem dos 4,7 mil milhões de euros até 2015, que sobem até um total de seis mil milhões no ano seguinte.

Representantes do PSD, CDS e PS voltaram a reunir, naquele que foi o quarto encontro entre as partes. Os partidos tentam chegar a um consenso depois de o Presidente da República ter apelado a um "compromisso de salvação nacional".

Na reunião de terça-feira, as delegações dos partidos analisaram a situação económico-financeira do país e ficou estabelecido que os contributos teriam de ser apresentados em papel.

Têm sido vários os apelos a um entendimento. O antigo Presidente da República, Ramalho Eanes, por exemplo, defende que um acordo iria dar mais força a Portugal para renegociar com a "troika".

As confederações patronais e a UGT reclamam um acordo entre os três partidos do chamado "arco da governação", de forma, dizem, a acabar com a crise política no país.

Também esta quarta-feira, um conjunto de personalidades assinou um manifesto a apelar ao PSD, ao PS e ao CDS-PP para que se "entendam" e sigam as recomendações do Presidente da República para um "compromisso de salvação nacional".