Número dois da Comissão reitera que Portugal precisa de “mais tempo"

22 fev, 2013

No entanto, também esta manhã, o comissário europeu dos assuntos económicos considerou ser ainda prematuro avançar que Portugal terá mais um ano para o ajustamento financeiro e correcção do défice.
A vice-presidente da Comissão Europeia Viviane Reding recusou esta sexta-feira um eventual falhanço do programa de ajustamento económico e financeiro a Portugal, defendendo que "é preciso tempo" para produzir efeitos.

“Não é uma falha no programa de ajustamento, porque é preciso tempo para fazer coisas. Não é porque alguém faz uma lei que a partir daí tudo muda. A única mensagem que posso deixar é que não acabou. As medidas em vigor são as medidas correctas e os resultados vão surgir”, afirmou Reding em Coimbra.

Reagindo às previsões de hoje da Comissão Europeia, que apontam para uma contracção de 1,9% da economia portuguesa este ano, o dobro em relação a 2012, Viviane Reding defendeu ainda o Governo e os portugueses “não devem parar as reformas em curso".

No entanto, o comissário europeu dos assuntos económicos considerou, esta manhã, ser ainda prematuro avançar que Portugal terá mais um ano para o ajustamento financeiro e correcção do défice.

“Do ponto de vista da Comissão Europeia, é prematuro falar em implicações potenciais para o procedimento de défice excessivo com base nestas previsões de Inverno. Tal como disse, a próxima missão da ‘troika’ começa na segunda-feira e essa missão vai prosseguir a análise das projecções prováveis para o crescimento económico de Portugal”, disse o comissário.

Esta semana, o ministro das Finanças disse acreditar que Bruxelas irá alargar o prazo, mas Olli Rhen insiste que essa avaliação será feita neste próximo exame da “troika”.