PS critica nova vaga de encerramento de escolas

22 jun, 2014

O partido diz que a estratégia contribui para a desertificação do interior e nega que esteja a ser feita em articulação com os municípios.
PS critica nova vaga de encerramento de escolas

O Partido Socialista critica o anúncio do encerramento de 311 escolas do primeiro ciclo. Em declarações à Renascença, em Ermesinde, o secretário nacional do partido, António Galamba, considera que esta é uma estratégia errada e que contribui para a desertificação do interior.

“O Governo continua a tratar o interior de forma inaceitável. Depois de já ter encerrado de vários serviços, continua nesta linha”, afirmou.

O Ministério da Educação enviou no Sábado um comunicado às redacções a dar conta da medida, garantido que o encerramento dos estabelecimentos de ensino está a ser feito em articulação com os municípios. Uma tese contrariada pelo PS.

“Ao contrário do que está a ser dito não foi por vontade com a anuência de muitos dos municípios. Foi imposto por parte do Governo o encerramento destas escolas com menos de 21 alunos, o que é mais um contributo para a desertificação e para o abandono do interior”, garante António Galamba, acrescentando que “o interior não pode ser visto como um fardo, tem de ser visto como uma oportunidade”.

O Ministério da Educação e Ciência anunciou este sábado que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar. 
 
"O novo ano lectivo terá início em infra-estruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. [Os alunos] estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, como bibliotecas e recintos apropriados a actividades físicas e participação em ofertas de escola mais diversificadas", refere a tutela, em comunicado.