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Meditando - 25 de Fevereiro

25 fev, 2014

Não deixa de causar alguma impressão
que, cinquenta anos depois do Concílio Vaticano II,
continuem a acontecer nas comunidades cristãs
gestos, atitudes, palavras de um autoritarismo inadmissível,
por vezes até de uma prepotência bem pouco humana.
Diz-se, teoricamente, que a autoridade é serviço,
mas a realidade concreta desmente, muitas vezes, isso.
É verdade que temos sempre de admitir limites e falhas humanos,
mas torna-se difícil compreender como é possível
regredir para mentalidades e modos de proceder
que julgávamos pertencerem definitivamente ao passado.
No meio disso, muitos nem sequer se dão conta
que estão a contradizer aspectos humanos elementares
– desde o respeito pelas pessoas à correcção de comportamentos.
E não tomam consciência de que estão a pôr em causa pressupostos básicos
de testemunho e de credibilidade do Evangelho.