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Ministro da Economia considera indiferente sair à irlandesa ou ter o cautelar

17 fev, 2014 • Sandra Afonso e Alexandra Machado [Jornal de Negócios]

"Só estamos em condições de perceber qual é a melhor decisão quando estivermos mais próximos da data limite do fim deste resgate", refere o governante, em entrevista à Renascença e ao "Jornal de Negócios".

O ministro da Economia não vê distinção entre um programa cautelar ou uma saída "à irlandesa". O actual programa da "troika" termina a 17 de Maio.

"Nós, neste momento, estamos confrontados com dois cenários, que são os dois bons e são os dois limpos. O único cenário sujo que existiria era precisarmos de um segundo resgate e esse cenário hoje está, acho, posto de parte", afirma António Pires de Lima, em entrevista à Renascença e ao "Jornal de Negócios". O ministro considera que as duas soluções têm vantagens e condicionantes. 

António Pires de Lima recusa comentar se o Governo vai ou não sair beneficiado nas eleições europeias caso se verifique uma saída à irlandesa. Tanto o final do resgate como o acto eleitoral estão marcados para Maio. "A decisão que o Governo vier a tomar não deve ser influenciada pelo acto eleitoral europeu", limita-se a dizer a este propósito. 

Por outro lado, acrescenta o governante, "uma boa decisão só é boa se for tomada no tempo certo". "Foi isso que fizeram os irlandeses. Na política, como em muitas outras áreas, não se devem tomar decisões fora do seu tempo. Só estamos em condições de perceber qual é a melhor decisão quando estivermos mais próximos da data limite do fim deste resgate."