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“Caso Bárcenas”

Ex-tesoureiro do PP espanhol continua em preventiva

29 jul, 2013

Autoridades consideram que existe perigo de Luis Bárcenas fugir ou destruir provas. Antigo tesoureiro é também peça principal do caso de alegada contabilidade paralela no Partido Popular, que envolve Mariano Rajoy.

O antigo tesoureiro do Partido Popular espanhol, Luis Bárcenas, vai continuar em prisão preventiva no caso em que está a ser investigado por suspeitas de fraude e evasão fiscal. As autoridades consideram que existe um risco de fuga e de destruição de provas.

Luis Bárcenas está detido preventivamente deste desde 27 de Junho devido a este processo. No entanto, o ex-tesoureiro do PP é também a peça principal de um outro caso: o da alegada contabilidade paralela no Partido Popular, através da qual terão sido feitos pagamentos ilegais entre outros, ao actual chefe do Governo, Mariano Rajoy.

O primeiro-ministro espanhol tem mantido o silêncio sobre esta polémica, que ao longo do último mês tem agitado o país vizinho.

Ainda esta semana, a 1 de Agosto, Mariano Rajoy vai ao parlamento prestar esclarecimentos por causa de um escândalo que envolve movimentos financeiros do Partido Popular (PP).

O nome de Mariano Rajoy veio a público no início do ano, quando a imprensa espanhola revelou documentos do antigo tesoureiro do PP, Luis Bárcenas, que revelavam a existência de um esquema de pagamentos irregulares aos principais dirigentes do partido, entre 1990 e 2009, e que incluem o chefe do executivo espanhol.

Em causa está um alegado esquema de corrupção, através de donativos ilegais de empresas, no valor de 22 milhões de euros, que teriam sido distribuídos por membros da cúpula do Partido Popular, incluindo o agora chefe do Governo.

No caso de Mariano Rajoy, os documentos referem pagamentos anuais de 25.200 euros durante 11 anos, que começam a aparecer em 1997, com pagamentos semestrais de 2.100.000 pesetas e, a partir de 2002, o equivalente em euros (cerca de 12.600 euros).

A situação foi prontamente desmentida por Rajoy, bem como pelo partido. Dia 1, no parlamento, o primeiro-ministro espanhol quer esclarecer a polémica, dando a sua “versão” dos factos e “esclarecer as dúvidas” que muitos espanhóis possam “legitimamente” ter.