|

 Casos Ativos

 Internados

 Recuperados

 Mortes

Contributos para a "salvação nacional" vão passar para o papel

16 jul, 2013

Ministra das Finanças participou na terceira reunião entre os partidos que assinaram o memorando da "troika". Presidente da República continua representado por um assessor.

A próxima reunião entre PS, PSD e CDS para um "compromisso de salvação nacional" vai envolver contributos escritos dos partidos. No final do terceiro encontro entre as partes, que terminou durante a tarde desta terça-feira em Lisboa, voltou a ser sublinhada a necessidade de se concluir rapidamente os trabalhos.

"Na reunião aprofundaram-se os temas e analisaram-se documentos sobre a situação económico-financeira do país. Os trabalhos prosseguiram de forma intensa, tendo as delegações partidárias acordado continuar as reuniões amanhã com a apresentação de contributos escritos com vista à obtenção de um 'compromisso de salvação nacional' com a máxima brevidade", revela um comunicado emitido pelos partidos após o encontro, que decorreu no Largo do Caldas, junto à sede do CDS.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, integrou a comitiva do PSD e foi uma das novidades da reunião desta terça-feira. O ministro Poiares Maduro, o secretário de Estado Carlos Moedas e o vice-presidente dos sociais-democratas Jorge Moreira da Silva completaram a delegação do PSD.

Do lado do PS surgiram Alberto Martins, Eurico Brilhante Dias e Oscar Gaspar. O CDS esteve representado pelo ministro Pedro Mota Soares e por Miguel Morais Leitão.

Tal como tinha acontecido na segunda reunião, David Justino voltou a estar presente. O assessor do Presidente da República aparece "como observador para assegurar um conhecimento regular [a Cavaco Silva]" do que vai sucedendo.

Acordo é exigência do Presidente
O diálogo entre os três partidos foi uma exigência de Cavaco Silva. Numa comunicação ao país proferida na semana passada pediu um entendimento de médio prazo entre os três partidos que assinaram o memorando da "troika" - PSD, CDS e PS. 

O Presidente da República defende que o entendimento deve assentar em "três pilares fundamentais". "Primeiro, o acordo terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas. A abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do programa de assistência financeira, em Junho do próximo ano", começou por dizer.

"Em segundo lugar, o compromisso de salvação nacional deve envolver os três partidos que subscreveram o memorando de entendimento, garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o programa de ajustamento a que nos comprometemos perante os nossos credores", prosseguiu o Presidente.

"Em terceiro lugar, deverá tratar-se de um acordo de médio prazo, que assegure, desde já, que o Governo que resulte das próximas eleições poderá contar com um compromisso entre os três partidos que assegure a governabilidade do país, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego", detalhou Cavaco Silva.