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Vamos saber mais sobre o sobreiro

17 mai, 2013 • Rosário Silva

Sequenciação do genoma do sobreiro vai permitir um avanço no conhecimento e melhoramento da espécie em questões relacionadas com o desenvolvimento da árvore, a formação da cortiça ou as respostas a "stress".

Já não falta muito para conhecer o código genético do sobreiro. É, pelo menos, a finalidade do projeto "GenoSuber-Sequenciação do Genoma do Sobreiro", que está a criar grandes expectativas junto da comunidade científica que trabalha nesta área.

Os investigadores começaram por "seleccionar 50 sobreiros em várias zonas do país", tendo em conta alguns critérios como "a boa produção e qualidade da cortiça", explica à Renascença Sónia Gonçalves, do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL), que lidera o projecto.

"Foram recolhidas folhas, foi extraído o ADN e foi feita uma análise prévia, molecular, que nos vai dar então os resultados", acrescenta a investigadora.
 
A equipa do projecto espera, dentro de muito pouco tempo e depois de analisados os dados recolhidos até agora, identificar o sobreiro cujo genoma vai ser sequenciado, num processo que deve ter início até ao Verão.

De acordo com o CEBAL, a sequenciação do genoma do sobreiro vai permitir um avanço no conhecimento e melhoramento genético da espécie em questões relacionadas com o desenvolvimento da árvore, a formação da cortiça ou as respostas a "stress", com especial enfoque na resistência a doenças.

A mais-valia para a comunidade é, precisamente, o conhecimento da informação genética do sobreiro e a sua utilização para questões práticas, como por exemplo "identificar genes relacionados com a qualidade da cortiça, que é algo muito importante para a parte da indústria". "Podemos utilizá-los como marcadores da qualidade. Ou seja, podemos fazer uma selecção precoce das árvores numa fase inicial do seu desenvolvimento sem ter que esperar 40 ou 50 anos para saber se vão dar cortiça de boa qualidade ou não", precisa Sónia Gonçalves.