Pais e ex-alunas fazem vigília contra fecho do Instituto de Odivelas

20 mar, 2013

A decisão não está tomada, mas o Ministério da Defesa anunciou uma reestruturação dos estabelecimentos de ensino militares que pode passar pela fusão do instituto com o Colégio Militar.
Pais, encarregados de educação e antigas alunas do Instituto de Odivelas promovem uma acção de protesto contra o possível fecho da escola. Depois da vigília, com início marcado para as 20h00, os participantes seguem para o Ministério da Defesa.

Segundo as associações de pais, o Ministério da Defesa decidiu fazer uma reestruturação dos  estabelecimentos militares de ensino, que leccionam em regime de internato, propondo a fusão do Instituto de Odivelas (ensino feminino) com o Colégio Militar (ensino masculino), que passaria a funcionar em regime de externato misto.

Para a Associação de Pais e Encarregados de Educação das Alunas do Instituto de Odivelas, que teme a perda da identidade do estabelecimento de ensino com mais de cem anos, o Governo deveria alterar o modo de gestão das duas escolas, em vez de fundi-las de "forma cega".

Uma das soluções alternativas passaria, de acordo com a associação, pela abertura de ambos os estabelecimentos de ensino a alunos do 1º ciclo do ensino básico, que só ao Instituto de Odivelas permitiria ter uma receita anual de cerca de 250 mil euros.

À agência Lusa, o Ministério da Defesa escusou-se a comentar a reestruturação do ensino militar, alegando que o processo ainda está em curso.

Fundado em 1900 pelo Infante D. Afonso de Bragança, o Instituto de Odivelas é uma escola dependente do Estado-Maior do Exército que visa educar as filhas de militares das Forças Armadas e da GNR, assim como de agentes da PSP e de civis, informa o portal da instituição.

O Instituto é frequentado por cerca de 300 alunas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, bem como do ensino secundário.