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Mariano Gago (1948-2015)

"Há uma ciência antes de Mariano Gago, muito pequena, e uma ciência depois de Gago, muito maior"

17 abr, 2015 • Redacção

Reacções à morte do antigo ministro da Ciência e Ensino Superior. [Em actualização]

"Há uma ciência antes de Mariano Gago, muito pequena, e uma ciência depois de Gago, muito maior"
"Há uma ciência antes de Mariano Gago, que era muito pequena, e uma ciência depois de Mariano Gago, que é muito maior. Ele pôs a ciência no país. Há um Portugal antes e um Portugal depois. Muitos jovens que hoje estão na ciência devem-lhe a ele. Devemos-lhe a aposta na ciência, o Ministério da Ciência, a Fundação para a Ciência [e a Tecnologia] e a Agência Ciência Viva”. Carlos Fiolhais, físico, à Renascença

"Quando ele era dirigente estudantil na associação de estudantes do Técnico, antes do 25 de Abril, começámos uma ligação de grande amizade, camaradagem. Sempre tive grande admiração por ele. Quando o vi nos Estados Gerais [do PS] e no Governo de António Guterres foi uma situação muito feliz. Foram lançados os alicerces de uma política de ciência, de tecnologia e para as universidades”. Ferro Rodrigues, líder parlamentar do PS, à Renascença

"Tinha uma grande amizade pelo professor Mariano Gago embora muitas vezes discordasse dele. Tínhamos uma forma de discutir os assuntos muito franca. Nem sempre estávamos de acordo, mas procurávamos que esse diálogo e troca de posições pudesse contribuir para conseguirmos nas nossas actividades atingir resultados mais positivos ao nível das universidades. Como presidente do CRUP privei bastante com ele. E ele deu um grande apoio ao projecto do curso de Medicina da Universidade do Algarve". Adriano Pimpão, antigo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e ex-reitor da UA à Renascença

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho,
diz que recebeu com profundo pesar a notícia do falecimento de Mariano Gago, que considerou um "académico ilustre" e um "homem que serviu o seu país" em altos cargos de governação.

"Mariano Gago dedicou a vida à ciência, como investigador, como gestor, à frente da Junta Nacional de Investigação Científica, e acima de tudo como ministro responsável pela área da ciência, e depois também do Ensino Superior, tendo tido um contributo decisivo para o desenvolvimento científico nacional. O trabalho e a actividade de Mariano Gago marcaram de forma assinalável o grande crescimento e a internacionalização que a ciência teve ao longo de muitos anos em Portugal". Ministério da Educação e Ciência

"Obviamente e independentemente das discordâncias ideológicas e das divergências políticas era uma pessoa que eu respeitava intelectualmente e que deixou uma marca do ponto de vista do sistema científico". Paulo Portas, vice-primeiro-ministro.

"Fiquei profundamente chocado com a notícia da morte de José Mariano Gago. Foi um "líder estudantil de grande coragem na luta contra a ditadura, cientista internacionalmente reconhecido, ministro com um contributo excepcional para o desenvolvimento da ciência no nosso país e para a vida política portuguesa em geral, mas acima de tudo um grande e querido amigo". "Uma perda irreparável". António Guterres, antigo primeiro-ministro e ex-líder socialista.

"É com grande choque que recebo esta notícia. Penso que a Europa perde um grande cientista e Portugal um grande homem". Carlos Moedas, comissário Europeu da Investigação, Ciência e Inovação, em declarações à agência Lusa.

[notícia actualizada às 22h19]