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Vaticano acolhe conferência sobre células estaminais adultas

11 abr, 2013 • Ecclesia

Iniciativa pretende “aumentar a consciência global” sobre as potencialidades da técnica e “explorar possíveis consequências culturais”.

Vaticano acolhe conferência sobre células estaminais adultas
O Conselho Pontifício para a Cultura (CPC), em parceria com instituições ligadas à área da saúde, promove entre hoje e sábado no Vaticano uma conferência internacional sobre o uso de células estaminais adultas na medicina.

De acordo com o serviço informativo da Santa Sé, a Igreja Católica “apoia a pesquisa realizada no respeito dos valores morais, na dignidade da pessoa humana, com a finalidade de contribuir com benefícios para a humanidade”.

Subordinado ao tema “Medicina Regenerativa – uma mudança fundamental na Ciência e na Cultura”, o evento é aberto pelo presidente do CPC, cardeal Gianfranco Ravasi, e tem como “finalidade aumentar a consciência global acerca da capacidade das células estaminais adultas” e “explorar as suas possíveis consequências culturais”.

Para alcançar esse objectivo, o programa de debate vai ser enriquecido com a participação de “especialistas, políticos, diplomatas e pesquisadores de renome” em todo o mundo, como John Gurdon, que ganhou o prémio Nobel da Medicina em 2012.

O grupo, que deverá ser recebido em audiência pelo Papa Francisco no sábado, procurará também apresentar “os progressos médicos” que se têm verificado ao nível da utilização das células tronco adultas.

“A renovação de órgãos doentes e danificados, a regeneração de tecidos para as vítimas de queimaduras, o reequilíbrio dos sistemas imunitários e a prevenção na rejeição de órgãos” são alguns dos exemplos apontados pelo serviço de imprensa da Santa Sé.

Durante a conferência, será ainda possível escutar “testemunhos de pacientes aos quais foram aplicados tratamentos inovadores”, realça o portal news.va.

O projecto dedicado à potenciação do uso das células estaminais adultas, que não implicam a destruição de embriões humanos, teve origem na colaboração entre o CPC e a empresa NeoStem, iniciada há cerca de cinco anos.

Conta também com o apoio da Fundação Stem for Life, da Academia Pontifícia para a Vida e do Conselho Pontifício para a Família.