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A criação artística e o divino

22 jun, 2012 • Maria João Costa

Maestrina Joana Carneiro considera que a alegria e a esperança são ingredientes do acto criativo.

A criação artística e o divino

A maestrina Joana Carneiro e o encenador Nuno Carinhas estiveram esta sexta-feira no encerramento da 8ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, em Fátima. Ambos falaram da criação artística e da forma como esta se aproxima do divino.

A criação artística é eterna e o artista apenas um veículo para a busca dessa eternidade. A ideia foi deixada por Joana Carneiro.

A maestrina considera que a alegria e a esperança são ingredientes do acto criativo: “A obra de arte, a criação artística da qual eu faço parte, é o maior exemplo e sinal disso, porque não obstante o nosso tempo acabar, não obstante o tempo do criador musical acabar, participa na criação e na eternidade, porque essa obra sobrevive o nosso tempo”.

Nesta 8ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, o encenador Nuno Carinhas sublinhou a importância do teatro como local de diálogo generoso e de memória.

“É, com certeza, um dos grandes privilégios de quem faz teatro, é essa mobilidade no tempo e, no fundo, é isso que toda a arte nos dá e é isso que a partir dela nos confere uma memória e essa memória eu acho que é o maior bem que nós podemos quase fanaticamente defender”, disse o director artístico do Teatro Nacional São João, no Porto.

Nuno Carinhas é um dos convidados do “Ensaio Geral” da Renascença, para ouvir depois das 23h00, um programa com moderação da jornalista Maria João Costa e que tem também como convidado o poeta padre Tolentino Mendonça.