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No Museu do Oriente, há uma ilha de Gambozinos…

25 set, 2014 • Filipe d’Avillez

Espectáculo serve para angariar fundos para as actividades de um movimento ligado aos jovens que promove a “superação da diferença” entre jovens de meios diferentes.

O Museu do Oriente, em Lisboa, será palco, no domingo, de um musical com fins solidários. "A Ilha" é produzido e promovido pelos Gambozinos, uma associação sem fins lucrativos ligada aos jesuítas.

Miguel da Câmara Machado, um dos organizadores, explica à Renascença quem são estes “gambozinos” bem reais: “Os Gambozinos são uma associação católica de jovens ligados à Companhia de Jesus, que junta miúdos de realidades socio-culturais muito diferentes. Começou por ser um programa de campos de férias para jovens dos dez aos 17 anos e junta pessoas de Lisboa, Porto e Coimbra, mas também miúdos de bairros sociais, do Pragal, Peniche e Braga.”

Ao longo dos anos, o movimento foi alargando a sua actividade: “Cresceu de ser uma associação de campos de férias para uma associação que ajuda as famílias nestes bairros, dá explicações e tem uma série de actividades ao longo do ano de apoio a estes jovens e crianças necessitados, e ao mesmo tempo de superação da diferença. Os Gambozinos são uma associação que começa por fazer conviver a diferença desde muito pequenos e que tem tido resultados muito bons ao longo dos últimos anos”.

O espectáculo “A Ilha” serve, precisamente, para angariar fundos para financiar estas actividades. “É um projecto que começou a ser falado ao longo do ano, quer pelos campos de férias estimularem imenso a criatividade e puxarem talentos muito diferentes das pessoas envolvidas, quer por se estar a pensar numa forma de angariar fundos de maneira diferente", explica.

“Com base nestes talentos reuniram-se estas pessoas e começou-se a preparar um espectáculo com música, história e coreografias originais, que ao mesmo tempo fosse uma história para todas as idades e que transmitisse um bocado este espírito do que é ser gambozino", acrecenta Miguel da Câmara Machado.

O resultado pode ser visto por todos, dos mais novos aos mais velhos, no Museu do Oriente, no domingo, às 16h30 ou às 21h30. Os bilhetes estão à venda no próprio museu, na Ticketline e nas lojas da FNAC. O valor é 12 euros, mas é possível adquirir um "pack" de família por 50 euros.