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Muçulmanos recordam um “pastor sincero para os católicos”

13 fev, 2013 • Filipe d’Avillez

Antigo grão-mufti da Bósnia recorda as dificuldades surgidas pelo discurso de Ratisbona, mas, sobretudo, o posterior pedido de desculpas e diálogo positivo que decorreu entretanto.  

Muçulmanos recordam um “pastor sincero para os católicos”
Um dos principais líderes islâmicos da Europa, o antigo grão-mufti da Bósnia-Herzegovina, emitiu um comunicado de homenagem a Bento XVI, depois de este ter anunciado a sua resignação, com efeito a partir de dia 28 de Fevereiro.

O mufti Mustafa Ceric, que é também um dos responsáveis pelo grupo de líderes e intelectuais islâmicos que tomou a iniciativa de estabelecer diálogo com a Santa Sé depois do polémico discurso de Bento XVI em Ratisbona, que ofendeu muitos muçulmanos, apelida o Papa de “proeminente teólogo católico e um sincero pastor para os fiéis católicos”.

“Embora as suas afirmações sobre o Islão a 12 de Setembro de 2006, quando falava sobre ‘Fé, Razão e a Universidade’, na Universidade de Ratisbona, na Alemanha, tenham causado inicialmente alguma dor, os académicos muçulmanos apreciaram o seu pedido de desculpa posterior e as subsequentes visitas amigáveis a países islâmicos e a mesquitas, particularmente a santa mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém”, recorda Mustafa Ceric.

O mufti manifesta ainda a esperança, em nome da comissão islâmica que dialoga com a Santa Sé, que estas conversações possam continuar no mesmo espírito positivo sob os auspícios do sucessor de Bento XVI.

Outros líderes religiosos também enviaram mensagens ao Papa ao longo dos últimos dias, incluindo o Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, o Patriarcado Russo Ortodoxo, o Arcebispo de Cantuária e o grão-rabino de Jerusalém.


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 Do Amor à Verdade, sobre o pontificado de Bento XVI, disponível no site da Renascença.