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Bispo dos Açores nunca ouviu falar de abusos em ordem religiosa

21 dez, 2012 • Domingos Pinto

"Isso tem que ficar bem esclarecido, acho que tem que se procurar a justiça e esclarecer", afirma D. António Sousa Braga.

O Bispo dos Açores nunca ouviu falar de casos de abusos que possam envolver a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, em Ponta Delgada.

“Estou aqui nos Açores como bispo há 16 anos e desconheço esse caso, nunca ninguém me falou desse caso. Estou bastante em S. Miguel, as pessoas nunca ninguém me referiu isso, nunca ninguém se queixou a esse respeito e também não lembra de ver nada na comunicação social”, disse D. António Sousa Braga, em entrevista à Renascença.

O prelado pede à justiça que clarifique estes casos para evitar boatos e suspeitas.

“Isso tem que ficar bem esclarecido, acho que tem que se procurar a justiça e esclarecer, porque também não se pode só lançar suspeitas ou lançar boatos, acho têm que ser esclarecidos e examinados e a justiça tem que saber realmente o que aconteceu, não se pode ficar só nos boatos ou nas suspeitas”, afirma D. António Sousa Braga.

A Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, num comunicado divulgado esta sexta-feira, lembrou que tomou a iniciativa, no passado, de pedir às autoridades a investigação de suspeitas, em Ponta Delgada, num processo que acabou por ser arquivado pela inexistência de indícios de crime.

A instituição garante que toda a colaboração será prestada às autoridades e que tem regras e procedimentos absolutamente claros e transparentes. Afirma ainda que a investigação a que se refere o Ministério Público tem por base e-mails anónimos, com conteúdo falso e calunioso.

Esta posição segue-se à decisão da Procuradoria-geral da República de abrir três inquéritos por eventual prática de crimes de abuso sexual de incapazes e de pessoa internada, e de crimes patrimoniais e de natureza fiscal, alegadamente ocorridos em instituições daquela ordem religiosa.