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D. Carlos Azevedo defende que Igreja adopte nova linguagem

17 nov, 2012 • Isabel Pacheco

O delegado do Conselho Pontifício da Cultura propõe o abandono de "uma linguagem bafienta e bolorenta" e a adopção de outra "que seja fresca, contemporânea, que diga algo às pessoas”.

D. Carlos Azevedo defende que Igreja adopte nova linguagem
O delegado do Conselho Pontifício da Cultura (CPC), o bispo português Carlos Azevedo, defendeu, hoje, em Braga, que a Igreja tem necessidade de se adaptar à linguagem contemporânea.

“A cultura contemporânea pede que nos revistemos, que tenhamos uma linguagem do nosso tempo", afirmou D. Carlos Azevedo,  na inauguração da exposição 'Crer: as imagens de uma aventura', que marcou o arranque o segundo dia do Átrio dos Gentios, em Braga.

O bispo encara a exposição agora inaugurada como "uma provocação a toda a Igreja", no sentido em que lhe apela a que abandone "uma linguagem bafienta e bolorenta", substituindo-a por outra "que seja fresca, contemporânea, que diga algo às pessoas”.

D. Carlos defendeu também que “acreditar é uma aventura” e sugeriu que os portugueses ponham os olhos na época das descobertas - "talvez para Portugal seja importante lembrarmos esse momento" - porque “é uma forma bela de nos apresentar".

O bispo defendeu, contudo, que isso não deve servir apenas "para dizer que fomos bons, mas para dizer que somos capazes, sempre, quando há uma causa que nos une".

"Precisamos de nos unir na causa de Portugal”, rematou D. Carlos Azevedo.

A sessão portuguesa do Átrio dos Gentios decorre em Portugal, pela primeira vez, nas cidades de Braga e Guimarães.