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Vaticano vai continuar a investigar fuga de documentos confidenciais

23 out, 2012 • Ecclesia

Santa Sé continua com as averiguações, depois de o mordomo do Papa ter sido condenado a 18 meses por furto agravado.

Vaticano vai continuar a investigar fuga de documentos confidenciais
O Vaticano vai manter a investigação sobre o caso de fuga de documentos confidenciais do Papa, para determinar se há outros crimes além dos que foram imputados ao ex-mordomo de Bento XVI, Paolo Gabriele.

A informação é revelada pela sentença do Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano sobre o caso, divulgada esta terça-feira aos jornalistas acreditados pela Santa Sé, na qual se diz que “não há evidências de cumplicidade na prática de actos atribuídos a Gabriele”, principal acusado no chamado ‘vatileaks’ e condenado a 18 meses de prisão por furto agravado.

Segundo os juízes, o ex-mordomo lucrou com o furto dos documentos reservados de Bento XVI, um ganho “não económico, talvez, mas certamente intelectual e moral”.

Gabriele, de 46 anos, foi condenado no dia 6 deste mês a três anos de prisão, mas a sentença foi reduzida para 18 meses dada a existência de atenuantes, como a confissão de “ter traído a confiança do Santo Padre”.

“O carácter reprovável da acção executada pelo acusado está no facto de se ter servido de uma posição singularíssima [enquanto mordomo] para perpetrar a sua acção criminosa”, pode ler-se.

O julgamento de Paolo Gabriele decorreu entre 29 de Setembro e 6 de Outubro. Além do acusado, foram ouvidos como testemunhas o secretário particular de Bento XVI, monsenhor Georg Gaenswein, os polícias Giuseppe Pesce, Costanzo Alessandrini, Luca Cintia, Stefano De Santis, Silvano Carli, Luca Bassetti e a leiga consagrada Cristina Cernetti, uma das quatro mulheres responsáveis pelo apartamento do Papa.