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Muçulmanos de Lisboa condenam ofensas a Maomé mas rejeitam violência

02 out, 2012 • Filipe d’Avillez

Presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa deixa repto a todos os interessados em saber mais sobre Maomé a visitar as mesquitas lisboetas no próximo 5 de Outubro.  

Muçulmanos de Lisboa condenam ofensas a Maomé mas rejeitam violência
Muçulmanos, Islão, Imã, David Munie
A Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL) emitiu um comunicado no qual lamenta o “tratamento desrespeitoso e mesmo ofensivo” que tem sido dado a Maomé, considerado pelos muçulmanos como o profeta de Deus, “magoando profundamente a todos que, como crentes, respeitam o Mensageiro a quem foi revelado o nosso livro sagrado”.

O documento não faz referência a qualquer caso em particular mas depreende-se que tenha sido motivado pela produção de um filme amador que alegadamente retrata a vida de Maomé e as caricaturas publicadas recentemente numa revista satírica francesa.

Contudo, perante os casos de violência no mundo muçulmano que se seguiu a ambos estes incidentes, Abdool Karim Vakil, o presidente da CIL, é claro: “Os muçulmanos devem ser cidadãos exemplares não se deixando levar pela onda de exaltação que tem andado pelo mundo pois quem está com a razão não necessita de elevar a voz para se fazer ouvir”.

Vakil, um gestor de origem moçambicana, lança um repto a todos os interessados que queiram saber mais sobre a vida e a figura de Maomé a visitarem as mesquitas de Lisboa na próxima sexta-feira, dia 5 de Outubro. Nessa data os imãs falarão sobre o fundador do Islão: “enaltecendo as suas virtudes e a nobreza do seu carácter”. Este convite é dirigido sobretudo aos jovens da comunidade islâmica, mas também aos “nossos irmãos de outras religiões, seja quais forem e mesmo dos que não têm qualquer religião”.