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Hospitais na Suíça e na Áustria suspendem circuncisões

25 jul, 2012

Decisões surgem depois de um tribunal distrital alemão ter considerado a circuncisão de menores, por razões religiosas, um crime. Medidas alarmam as comunidades judaicas e muçulmanas.

Hospitais na Suíça e na Áustria suspendem circuncisões
Vários hospitais na Suíça e na Áustria suspenderam por tempo indeterminado as circuncisões, citando uma decisão de um tribunal em Colónia, na Alemanha, que defendeu que a circuncisão de menores por razões religiosas é uma forma de abuso físico.

Dois hospitais na Suíça, em Zurique e na cidade de St. Gallen, decidiram suspender a prática enquanto esperam a clarificação das normas que regem a prática. “Estamos no processo de avaliar a posição ética e legal na Suíça. Pode haver casos complicados em que a mãe de uma criança quer a circuncisão e o pai não quer”, afirmou o porta-voz do hospital pediátrico de Zurique.

Já a decisão na Áustria foi tomada pelo governador regional de Vorarlberg, no extremo ocidental do país. O governador citou mesmo a decisão do tribunal de Colónia, considerando que forma um precedente, e pediu a todas os hospitais da região que suspendam a prática de circuncisões por motivos religiosos até que a lei austríaca seja clarificada. 

A decisão original na Alemanha continua a dar que falar. Várias vozes do Governo e da política têm-se insurgido contra o que consideram um atentado à liberdade religiosa e parece haver vontade de encontrar uma solução política, que codifique mesmo a liberdade dos pais circuncidarem os seus filhos por razões religiosas.

O Islão e o Judaísmo são as duas principais comunidades que praticam a circuncisão masculina, que consideram um elemento central da sua identidade religiosa.