Tempo
|

Um livro sobre Mozart feito por teólogos, mas escrito para todos

13 jul, 2012

Bento XVI, Hans Urs von Balthasar e Karl Barth são três dos principais teólogos do século XX e aqui dedicam-se a uma paixão comum - Mozart.

Um livro sobre Mozart feito por teólogos, mas escrito para todos
O que haverá na música de Mozart de tão especial que leva os principais teólogos cristãos do século passado a professarem uma confissão por ele?

Esta foi uma das questões colocadas por Wolfgang e Andreas Lind, pai e filho, quando decidiram traduzir para português vários textos de três grandes teólogos: Hans Urs von Balthasar, Karl Barth e o próprio Papa, Bento XVI, sobre Mozart.

O livro, que acaba de ser editado em Portugal com o título “Confissão por Mozart”, é recomendado tanto a especialistas como a leigos, não só pela simplicidade com que é abordada a obra de Mozart, mas também porque os próprios tradutores acham que este é um livro que pode ser lido por vários públicos.

“Pode ser lido por toda a gente, por todas as pessoas que gostam de Mozart, mesmo se não forem musicalmente instruídas, facilmente conseguimos gostar de Mozart e escutá-lo com agrado, também não é preciso saber teologia nem filosofia para compreender estes textos, são textos escritos num tom muito informal, muito pessoal e de uma simplicidade que não é banal”, diz o jesuíta Andreas Lind, tradutor dos textos.

A música de Wolfgang Amadeos Mozart, autor de obras tão diferentes quanto o seu famoso “Requiem” ou a ópera “Flauta Mágica”, permanece um desafio para quem a escuta: Transcendente e simples ao mesmo tempo, como se atesta pelos testemunhos dos três teólogos incluídos na obra.

“Os textos de Karl Barth e de Hans Urs von Balthasar são muito especiais. Eles fizeram um comité pró-Mozart, em que procuraram defender o Mozart e dizer que a sua música é espiritualmente profunda, a música litúrgica e sacra, apesar de muito alegre em geral”, explica Andreas Lind

“A simplicidade que se sente na música de Mozart é comparada com os tempos paradisíacos antes do pecado original, de uma humanidade purificada, e escutar essa música, para eles, ajuda a acreditar nisso, e também sente-se muita inspiração”, acrescenta o jovem jesuíta.

A fechar, o livro tem um texto de Bento XVI escrito por ocasião dos 250 anos do nascimento do compositor. O Papa nunca escondeu que é um grande apreciador da obra de Mozart. No seu texto agradece a Deus as graças que deu a Mozart e a todos, por podermos escutá-lo.

Confissão por Mozart é uma edição da Casa Sassetti e está à venda nas livrarias.