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D. Albino Cleto foi “um grande sacerdote”

16 jun, 2012 • Eunice Lourenço

Cardeal Patriarca de Lisboa manifesta grande tristeza pela morte do bispo emérito de Coimbra.

D. Albino Cleto foi “um grande sacerdote”

Um “homem de grande simplicidade” e um “grande sacerdote”, é assim que o Cardeal Patriarca de Lisboa recorda D. Albino Cleto, bispo emérito de Coimbra, que morreu sexta-feira.

Embora fosse originário de fora de Lisboa (era natural de Manteigas), D. Albino Cleto estudou nos seminários do Patriarcado e foi nesta diocese que trabalhou durante décadas.

“Fomos colegas durante muito tempo e ele serviu o Patriarcado durante quase toda a sua vida, primeiro como pároco depois como bispo auxiliar”, começa por dizer D. José Policarpo, em declarações à Renascença.

“Era um homem de uma grande simplicidade, de uma autenticidade evangélica muito grande. Alguns colegas até brincavam com ele porque interpretavam a sua simplicidade, a sua candura interior, como uma certa ingenuidade”, recorda o Cardeal Patriarca e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

“Trabalhou nos seminários, trabalhou como pároco na paróquia da Estrela e depois como bispo auxiliar. Deixa um rasto de autenticidade sacerdotal, porque foi realmente um grande sacerdote”, acrescenta D. José Policarpo, que salienta ainda a surpresa da morte do bispo emérito de Coimbra: “Nosso Senhor tem os seus caminhos, achou que ele merecia já o prémio eterno, mas a tristeza que nos deixa é muito grande, sobretudo porque fomos apanhados de surpresa com a sua morte.”