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Patriarca elogia "ousadia e lucidez" dos fundadores da Renascença

10 abr, 2012

“Comunicar é uma obrigação e um desafio que Jesus lançou à Igreja", disse D. José Policarpo.

Patriarca elogia "ousadia e lucidez" dos fundadores da Renascença
Patriarca elogia "ousadia e lucidez" dos fundadores da Renascença
Na sessão solene dos 75 anos da Renascença, o Cardeal Patriarca de Lisboa destacou a ousadia e a lucidez que esteve na génese da fundação da emissora católica. D. José Policarpo salientou ainda que “comunicar é uma obrigação e um desafio que Jesus lançou à Igreja, porque comunicar está ligado à sua missão de anunciar”.

Na sessão solene dos 75 anos da Renascença, o Cardeal Patriarca de Lisboa destacou a ousadia e a lucidez que esteve na génese da fundação da emissora católica.

“Há 75 anos a rádio era um surpresa, podíamos perfeitamente ter esperado para ver o que é que dava para nos empenharmos a sério nesse meio de comunicar”, afirmou D. José Policarpo, na cerimónia realizada na Universidade Católica de Lisboa.

O Patriarca deu os parabéns à Renascença pelas bodas de diamante e elogiou a “ousadia e a lucidez de quem leu a História e percebeu o momento novo que começava na área da comunicação”.

D. José Policarpo salientou que “comunicar é uma obrigação e um desafio que Jesus lançou à Igreja”, “porque comunicar está ligado à sua missão de anunciar”.

“Para comunicar não basta fazer-se ouvir, é preciso fazer-se escutar”, mas comunicar é, também, “sugerir um sentido da vida”, frisou o Cardeal Patriarca de Lisboa na sessão solene dos 75 anos da Renascença.

"Fazem falta movimentos de Igreja"
O reitor da Universidade Católica foi outro dos intervenientes na cerimónia. Braga da Cruz alertou para a existência de um manifesto défice de associativismo católico em Portugal.

"Fazem falta movimentos de Igreja, organizados segundo os carismas e as vocações de acordo com as proximidades sócio-profissionais, e isso não impede, antes ajuda à dinâmica da Igreja."
 
Braga da Cruz considera que também "fazem falta organismos laicais de ‘staff’ e não apenas de linha, isto é, não hierárquicos, se bem que subordinados claramente à hierarquia, que intervenham com autonomia, sem comprometerem a hierarquia, mas em estreita articulação com ela, para responderem com versatilidade  às situações e aos problemas que surgem tanto ao nível local como nacional”.

Outra questão que afecta a intervenção pública dos católicos em Portugal, segundo o reitor da Universidade Católica, é a fraca representação dos católicos nas instituições políticas.

Braga da Cruz adianta que há uma deliberada intenção de fazer desaparecer o catolicismo organizado da vida pública e que é preciso, com urgência, uma resposta da Igreja.