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Tunísia deixa “Sharia” de fora da Constituição

27 mar, 2012

Partido islamista garantiu ontem que a Constituição vai permanecer secular, embora o Islão continue a ser a religião oficial do Estado.

Tunísia deixa “Sharia” de fora da Constituição
O Ennahda, partido islamista que domina o Governo tunisino, prometeu ontem que a nova Constituição do país não vai incluir uma referência à lei islâmica como fonte de jurisdição.

Esta garantia surge como forma de apaziguar os sectores liberais, que temem a influência de fundamentalistas islâmicos na organização da sociedade depois da queda da ditadura há um ano.

Apesar de ser um partido claramente islâmico, o Ennahda tem-se esforçado por mostrar que não deve ser comparado com os salafitas, que advogam um Islão puritano e um regresso às origens, tentando imitar ao máximo o estilo de vida de Maomé e dos seus companheiros.

Os representantes do Ennahda, que governa em coligação, já prometeram também que não vão proibir o consumo de álcool nem a utilização de bikinis nas praias.

Apesar de evitar as referências à Sharia, a nova Constituição da Tunísia vai ainda referir o Islão como religião de Estado e o árabe como língua oficial.