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Onda de vandalismo contra locais cristãos em Jerusalém

27 fev, 2012

Incidentes fazem parte de uma campanha de extremistas judeus contra o desmantelamento dos colonatos.

Onda de vandalismo contra locais cristãos em Jerusalém
A hierarquia da Igreja Católica na Terra Santa está preocupada com o aumento dos actos de vandalismo contra locais cristãos em Jerusalém.

Numa série de incidentes ocorridos nas últimas semanas um cemitério, um mosteiro e um centro baptista foram vandalizados com grafiti e frases ofensivas.

As autoridades suspeitam que estes casos estão relacionados com uma campanha mais alargada de protesto contra o desmantelamento de colonatos judeus nos territórios ocupados.

A campanha tem sido apelidada de “factura a pagar” e o objectivo é causar distúrbios dentro de Israel, mostrando às autoridades que há um preço a pagar por qualquer acto que ponha em causa a presença de judeus nos territórios ocupados. Os alvos preferenciais têm sido mesquitas ou mesmo bases militares israelitas e agora também locais cristãos.

Até agora nenhum dos pontos vandalizados é da Igreja Católica. Não obstante, o custódio da Terra Santa, o franciscano Pierbattista Pizzaballa, tomou a iniciativa de escrever ao presidente Shimon Peres, pedindo que ele interceda para garantir que os culpados por estes actos são apanhados e punidos.

No primeiro incidente registado nas passadas semanas apareceram frases escritas em hebraico num mosteiro ortodoxo. Entretanto um cemitério também foi vandalizado, bem como o centro da Igreja Baptista. Frases como “Jesus está morto”, “Morte ao Cristianismo” e “Factura a pagar” foram as usadas, bem como outras, particularmente ofensivas, referentes a Nossa Senhora.

“Estes slogans chocantes escritos em locais de culto cristãos, sobretudo em Jerusalém, ferem a sensibilidade de todos os cristãos em Israel, independentemente da sua confissão, bem como a de centenas de milhares de cristãos que visitam Jerusalém e a Terra Santa, e milhões de outros espalhados pelo mundo”, pode-se ler na carta escrita por Pizzaballa ao presidente de Israel.

Até agora não foram feitas quaisquer detenções nestes casos.