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Sé de Beja enche-se em homenagem a D. Manuel Falcão

22 fev, 2012 • Ricardo Conceição

“Era sobretudo um homem bom”, diz o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

Sé de Beja enche-se em homenagem a D. Manuel Falcão
A Sé de Beja encheu-se esta quarta-feira numa homenagem a um homem que dedicou toda a sua vida aos outros. D. Manuel Falcão, jornalista, engenheiro e bispo emérito de Beja, morreu na noite de segunda para terça e foi a enterrar esta quarta-feira. 

D. Manuel Falcão chegou a Beja em pleno Verão Quente e, nas palavras do seu sucessor, D. Vitalino Dantas, revelou ter a sabedoria necessária para pacificar a situação.

“Ele viveu realmente a sua vida como um serviço aos irmãos, por vezes discreto, mas muito sábio, porque sabemos que a fé não se impõe, mas se propõe, e dela se dá testemunho. Ele foi realmente uma testemunha firme, sábia e prudente no meio desta diocese, que vivia tempos conturbados em 1975, mas ele soube ser aqui, nesta Igreja e nesta sociedade, um elo de comunhão”, disse D. Vitalino Dantas. 

Homem do Concílio Vaticano II e um dos obreiros da mudança na diocese de Lisboa, D. Manuel Falcão causou um grande impacto na Igreja nacional, como explicou o Patriarca de Lisboa, que marcou presença no funeral.

“Nós, de Lisboa, estamos muito ligados a ele, porque ele esteve numa fase muito interessante da diocese, de viragem da estruturação cultural, sociológica, pastoral. Eu acompanhei essa fase toda. Aplicou todo o seu conhecimento a essas novas técnicas de pastoral, mas sobretudo era um homem muito bom”, afirmou D. José Policarpo. 

Esta descrição é partilhada por D. Vitalino Dantas. O actual bispo de Beja diz que o seu antecessor foi, acima de tudo, "alguém sempre disponível para ajudar quem mais precisa".

A celebração desta quarta-feira contou com a presença de bispos de todo o país, incluindo o Patriarca de Lisboa e ainda o núncio apostólico. D. Rino Passigato leu uma mensagem assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, que transmitia as condolências do Papa aos familiares enlutados e realçava o serviço de D. Manuel Falcão em “anos não fáceis”.