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Bispo de Viseu

Encerramento de igrejas "não pode ser medida anti-roubo"

17 jan, 2012 • Liliana Carona

Grupos de cristãos "devem fazer turnos para garantir que as igrejas têm sempre gente", defende D. Ilídio Leandro.

Encerramento de igrejas "não pode ser medida anti-roubo"
No Caminho das Dioceses
O bispo de Viseu nem quer ouvir falar em encerrar as igrejas por causa da crise. O maior perigo de assaltos nesta altura tem levado a alguns apelos para que as igrejas encerrem as portas nas horas de menor afluência, mas D. Ilídio Leandro considera que isso "atenta" contra a própria natureza dos edifícios.

“Naturalmente que a situação preocupa-me, porém a solução não será de fechar as Igrejas. O apelo que faço é que as igrejas estejam abertas. As Igrejas são construídas para estarem abertas e serem acessíveis a quem quer rezar ou visitar o património que ali existe”, pede D. Ilídio Leandro.

A solução poderá passar pelos cristãos leigos, "que se podem juntar e formar turnos" para que as igrejas "nunca estejam vazias". O bispo de Viseu explica que já existem várias pessoas ou movimentos que cultivam a adoração ao Santíssimo fora dos horários das missas e sugere que estes se coordenem entre si para garantir que as igrejas possam estar abertas mais tempo.