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Um Natal entre os católicos perseguidos

22 dez, 2011 • Sofia Vieira

Francisco Machado é um jovem jesuíta português nesta altura em Taiwan a estudar Teologia e que voltará para a China onde passou o natal do ano passado.

Um Natal entre os católicos perseguidos
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Numa zona do mundo onde não há sinais exteriores do Natal, este tempo especial é vivido de outra forma.

Em 2008 partiu para a China e há 3 anos que vive a realidade asiática.
Agora em Taiwan, Francisco Machado vai passar mais um Natal sem o ambiente que rodeia esta quadra: “A primeira impressão que é muito forte para nós que somos católicos e que estamos habituados a ver o Natal como uma coisa fundamental nas nossas cidades, nas nossas casas, no nosso calendário, nos nossos ritmos, uma coisa que eu sinto aqui é que, por fora não há Natal”.

E se à primeira vista este pode ser um sentimento estranho, o certo é que Francisco Machado agradece a experiência “é que isso obriga a que haja Natal por dentro”.

O testemunho deste jovem jesuíta passa também pela experiência vivida o ano passado na China.

Em missão, a trabalhar, Francisco passou o Natal junto de pessoas afectadas pela SIDA, crianças órfãs e também adultos: “alguns deles não são muito religiosos, uns percebem mais ou menos o que é o Natal, outros percebem pior, mas tentámos que houvesse Natal. E consegue-se! Consegue-se explicar que há uma esperança que vem e que é importante para nós e que festejamos desta maneira, religiosamente”.