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Itália

Sudário de Turim “inexplicável” pela ciência

20 dez, 2011

Novo estudo de cientistas italianos contradiz teoria de que o sudário é uma falsificação feita na Idade Média.

Sudário de Turim “inexplicável” pela ciência
Um grupo de cientistas italianos concluiu que a imagem de um homem que aparece no Santo Sudário de Turim não tem explicação científica.

O grupo, liderado pelo professor Paolo di Lazzaro, rejeita ainda a teoria, defendida por muitos, de que o sudário é uma falsificação que data da Idade Média. Segundo os estudos levados a cabo Di Lazzaro, na Idade Média a tecnologia necessária para produzir aquela imagem não existia.

O Sudário de Turim, venerado como uma relíquia por muitos católicos, mostra uma imagem levemente impressa de um homem de cerca de 30 anos, com marcas de ferimentos consistentes com crucifixão. O homem tem ainda ferimentos à volta da cabeça que poderão ser explicados pela utilização de uma coroa de espinhos.

Testes levados a cabo em 1988 concluíram que o pano datava de entre 1260 e 1390, sustentando a teoria da falsificação, mas essas análises foram criticadas pois poderão ter usado material usado por volta dessa data para fazer remendos ao tecido, danificado por um incêndio.

Agora a teoria de que o sudário é verdadeiro ganha mais força com a conclusão de que o tom, a textura e a profundidade dos pigmentos de cor no sudário só podem ser reproduzidos hoje com recurso lasers ultravioleta, tecnologia que não existia na altura em que o Sudário foi criado.

Contudo, os cientistas italianos recusaram avançar com explicações sobrenaturais para o fenómeno, dizendo apenas que “alguma forma de energia electromagnética” criou a imagem.

“Enquanto cientistas estávamos unicamente preocupados com o processo científico verificável. Esperamos que os nossos resultados possam contribuir para um debate filosófico e teológico, mas deixamos as conclusões para os peritos e, em último caso, para as consciências individuais”, afirmou ainda o cientista.

A Igreja Católica nunca se pronunciou oficialmente sobre a veracidade do sudário, mas Bento XVI disse que a imagem é uma “recordação constante” do sofrimento de Jesus e um “ícone extraordinário que corresponde de todas as maneiras com aquilo que o Evangelho nos diz de Jesus”.