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“Pai-Nosso que Estais na Terra”

17 dez, 2011 • Aura Miguel

No seu novo livro, Padre Tolentino de Mendonça convida o leitor a procurar Deus na Terra.

“Pai-Nosso que Estais na Terra”
Mendonça

“Pai-Nosso que Estais na Terra” é o título do novo livro do padre José Tolentino de Mendonça, apresentado esta sexta-feira, em Lisboa.

A obra convida o leitor a procurar Deus na Terra, escutar o conselho dos não-crentes, olhar a oração como um processo de aprendizagem e o dia-a-dia como um processo permanente de espiritualização.

Em declarações à Renascença, o padre e poeta José Tolentino de Mendonça diz que se trata de um “comentário ao Pai-nosso” e de “um esforço grande para compreender como é que o Cristianismo pode ajudar na redescoberta de uma gramática do humano, isto é, num caminho de procura do sentido para as nossas vidas e, ao mesmo tempo, de uma construção de nós próprios a partir daquela que é a única oração que Jesus nos ensinou”.

Sobre o título do livro “Pai-Nosso que Estais na Terra”, o padre José Tolentino de Mendonça considera que “é importante desafiar para convidar a fazer uma viagem”.

“As palavras de Jesus convidam-nos a fazer um caminho e, nesse sentido, a desconstrução evidentemente explicada no interior da obra é para motivar o leitor, talvez, a pensar em coisas que nunca tinha pensado a propósito do Pai-nosso.”

É um convite a que não haja separação entre o Céu e a Terra? “Exactamente. Deus está na Terra e Deus é transcendente, e essa transcendência não é posta em causa. Deus é um mistério, é uma pergunta, está no fundo das nossas procuras, está para lá de nós mesmos, mas Deus tem um rosto e um nome na história, Jesus de Nazaré, e nesse sentido podemos dizer Pai-nosso que estais na Terra”, sublinha o padre José Tolentino de Mendonça, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Pedro Mexia apresentou “Pai-Nosso que Estais na Terra”. O escritor e crítico literário diz que a obra do padre Tolentino “é como aqueles livros de viagem sobre sítios onde nós já fomos muitas vezes, mas que falam de coisas que nós nunca tínhamos visto”.