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China

Vaticano descontente com participação de bispo ilícito em ordenação

02 dez, 2011

Lei Shiyin, ordenado bispo sem autorização do Vaticano, presidiu à ordenação de um novo bispo, cuja elevação foi acordada entre Roma e Pequim.

O Vaticano admite tomar medidas sobre o caso do bispo excomungado que participou esta semana na sagração episcopal de um novo bispo católico na China.

Segundo o porta-voz do Vaticano, a igreja está satisfeita com a ordenação do novo bispo, Luo Xuegang, como auxiliar da diocese de Yibin, autorizada pelo Papa, mas lamenta a presença de um bispo que não se encontra em comunhão com a Santa Sé.

Uma situação punida pelo direito canónico que em circunstâncias normais poderia ter consequências para os outros bispos que participaram na celebração. No entanto, e nas actuais circunstâncias, é provável que não tenha sido possível impedir a presença do bispo Lei Shiyin sem graves inconvenientes, diz o porta-voz do Vaticano.

A situação dos católicos na China é particularmente complicada. O Governo pressiona a Igreja a cortar relações com o Vaticano e criou a Associação Católica Patriótica que supervisiona a igreja “oficial”, reconhecida pelo Estado.

Os bispos, padres, religiosos e fiéis que se recusam a submeter-se ao Estado compõem a chamada “Igreja clandestina”, fiel a Roma e ao Papa.

Na prática, porém, há bispos que são nomeados pelo Governo mas que depois regularizam secretamente a sua situação junto de Roma. Também o nível de perseguição à Igreja clandestina varia fortemente de região para região.