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Operários católicos consideram que a greve é para pedir equidade

24 nov, 2011

Reformas feitas até agora pelo Governo "apenas servem para fragilizar os trabalhadores", considera Fátima Almeida.

Operários católicos consideram que a greve é para pedir equidade
A greve serve também para mostrar que os trabalhadores "não têm de ser os únicos a sofrer" com as medidas de austeridade, afirma a Liga dos Operários Católicos (LOC).

Fátima Almeida, coordenadora nacional da LOC, considera que é necessária mais equidade na distribuição dos sacrifícios.
 
"Em termos de grandes empresas, não se sente que estejam a ser afectados por estas medidas. Queremos que as medidas sejam divididas por todos, que sejam mais equitativas. Esta greve tem este sentido, de mostrar que os trabalhadores também sentem, que querem ser solidários, mas que não querem sofrer na pele deles as medidas de austeridade”, argumenta Fátima Almeida.

A Liga Operaria Católica está preocupada com o aumento dos pedidos de ajuda das famílias. Por isso, deixa um apelo ao Governo.

“Espero que o Governo aceite dialogar e rever algumas das posições que tem assumido. Sentimos o crescimento da pobreza, das dificuldades, sentimos as pessoas a ficarem frustradas, porque não conseguem ter rendimentos para viver. O desemprego vai aumentar, sentimos que todas as medidas de austeridade que aparecem - redução do horário de trabalho, cortes de salários, cortes nos direitos de despedimento - são para fragilizar a vida dos trabalhadores”, conclui a dirigente.