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Justiça e Paz de Setúbal pondera participar na Greve Geral

15 nov, 2011

Orçamento é desequilibrado nos sacrifícios que pede, afirma representante da comissão diocesana de Setúbal.

Justiça e Paz de Setúbal pondera participar na Greve Geral
Os cristãos têm de saber dizer "não" quando está em causa a dignidade humana, considera a Comissão Diocesana Justiça e Paz de Setúbal, que lança duras criticas às medidas de austeridade do Governo.

“Dizer não em voz alta, mesmo de forma ruidosa é um direito a todos aqueles que se sentem ofendidos na sua dignidade e aqueles a quem são retiradas possibilidades de vida digna. Os cristãos não se podem limitar a praticar actos de vulto, têm de estar na rua, têm de dizer não quando sentem que há que dizer não”, considera António Soares, membro desta comissão.

O responsável admite mesmo a participação dos membros deste organismo diocesano na greve geral do próximo dia 24: “Nós na comissão ponderamos a hipótese de participar de forma organizada, e até apelar aos cristãos que participem na manifestação demonstrando algum desagrado pelas coisas que estão a acontecer por aí”.

Já sobre o Orçamento do Estado para 2012 António Soares diz que é uma proposta desequilibrada porque pede mais sacrifícios aos mais pobres. “Há sacrifícios que são pedidos, sobretudo aos mais desfavorecidos, de forma muito acentuada. Achávamos que era possível construir um orçamento que tivesse em conta os mais desprotegidos e fosse buscar recursos a quem tem mais meios”.

Mais importante, considera, seria procurar fazer crescer a economia: “É um orçamento que em relação aos sacrifícios é um bocadinho desequilibrado, por outro lado tentar que a economia crescesse um pouco porque isso é condição sine qua non para um melhor futuro para todos”, afirma.