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Fátima

"Poder do mundo quer extirpar a identidade religiosa", diz Arcebispo de Moscovo

13 out, 2011 • Aura Miguel

“Mesmo que o cristão vacile ou se sente sozinho, deve confiar, porque Deus é fiel”, diz Mons. Paolo Pezzi.

"Poder do mundo quer extirpar a identidade religiosa", diz Arcebispo de Moscovo
A raiz da liberdade do homem está na ligação a Deus, por isso, o poder do mundo quer arrancar da consciência a memória e identidade religiosa. A denúncia é do arcebispo e Moscovo, Mons. Paolo Pezzi.

“O poder deste mundo, de facto odeia tudo aquilo que dá glória a Deus, que chama novamente os homens à sua presença. Também a nossa história recente é marcada pela dolorosa destruição dos templos de pedra, das igrejas, quantas igrejas foram destruídas na Rússia no século passado? Tornando invisível a humanidade nova que nasce da fé, com o único objectivo de eliminar aquela beleza que, com a sua presença, atrai os homens para Deus. E quantas devem ser ainda reconstruídas?”, indaga.

E da longínqua Rússia vem mais um conselho: A pertença a Deus deve manifestar-se no concreto da vida quotidiana, na fadiga e na alegria. E mesmo que o cristão vacile ou se sente sozinho, deve confiar, porque Deus é fiel.

"Às vezes há momentos da história em que Deus fica em silêncio, mas o seu silêncio é carregado de significado. Deus não se esquece do homem". O Arcebispo de Moscovo fez estas afirmações na homilia da missa das celebrações em Fátima, às quais foi convidado a presidir.

Na esplanada do Santuário da Cova da Iria encontravam-se milhares de peregrinos, entre os quais 143 grupos organizados oriundos de mais de duas dezenas de países.

Até meio da manhã de hoje, os serviços do Santuário tinham registado o atendimento de 158 peregrinos no posto de socorro, 744 fiéis tinham recorrido à confissão e 212 doentes foram admitidos para bênção no final da Eucaristia.