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Papa na América do Sul

"Um pobre que morre de frio e fome não é notícia, mas se as bolsas baixam há um grande escândalo"

08 jul, 2015

Num encontro com o mundo académico, na Universidade Católica, em Quito, Francisco improvisou para alertar contra a indiferença e a “cultura do descartável”.

"Um pobre que morre de frio e fome não é notícia, mas se as bolsas baixam há um grande escândalo"
"Um pobre que morre de frio e fome não é notícia, mas se as bolsas baixam há um grande escândalo"
O Papa Francisco lamenta que a morte de um pobre de frio e fome não seja notícia, ao contrário de um dia de perdas nas bolsas. Num encontro com o mundo académico, na Universidade Católica, em Quito, no Equador, o Papa improvisou para alertar contra a indiferença e a “cultura do descartável”. Na intervenção na universidade de Quito, o Papa disse que “não podemos continuar a desinteressar-nos da nossa realidade, dos nossos irmãos, da nossa mãe terra”.

O Papa Francisco lamenta que a morte de um pobre de frio e fome não seja notícia, ao contrário de um dia de perdas nas bolsas.

Num encontro com o mundo académico, na Universidade Católica, em Quito, no Equador, o Papa improvisou para alertar contra a indiferença e a “cultura do descartável”.

“Vivo em Roma. No Inverno faz frio. Acontece que, muito perto do Vaticano, apareça um velho de manhã morto de frio. Não é notícia em nenhum jornal, em nenhuma crónica. Um pobre que morre de frio e de fome hoje não é notícia, mas se as bolsas das principais capitais do mundo baixam dois ou três pontos há um grande escândalo mundial”, declarou.

Perante uma plateia de professores e alunos, Francisco deixou uma pergunta: “Onde está o teu irmão? E peço que cada um faça essa pergunta. Façam-na na universidade, a vós Universidade Católica: onde está o teu irmão?”

Na intervenção na universidade de Quito, o Papa disse que “não podemos continuar a desinteressar-nos da nossa realidade, dos nossos irmãos, da nossa mãe terra”.

“Não nos é lícito ignorar o que está a acontecer ao nosso redor, como se determinadas situações não existissem ou não tivessem nada a ver com a nossa realidade. Mais: não é humano entrar no jogo da cultura do descartável”, defendeu.