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Jihadistas do EI reivindicam ataque a mesquita xiita no Kuwait

26 jun, 2015

Num discurso para marcar o início do Ramadão, divulgado esta semana, o porta-voz do Estado Islâmico pedia a intensificação dos ataques durante o mês sagrado para os muçulmanos.

Jihadistas do EI reivindicam ataque a mesquita xiita no Kuwait
O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o ataque a uma mesquita xiita no Kuwait, esta sexta-feira, que fez pelo menos 25 mortos e 202 feridos.

O atentado suicida causou muita destruição, como se pode ver em vídeos amadores publicados nas redes sociais, e há vários feridos em estado crítico.

Em reacção ao atentado o primeiro-ministro do Kuwait, Jaber al-Mubarak al-Sabah, declarou que o ataque visa prejudicar a unidade nacional do país, onde os xiitas são uma minoria. "Mas é demasiado difícil para eles, nós somos muito mais fortes que isso", afirmou, em visita ao hospital onde os feridos foram internados.

Sexta-feira é o dia sagrado para os muçulmanos e por isso, sobretudo durante o Ramadão, que começou na semana passada, as mesquitas tendem a estar cheias. Neste caso, segundo testemunhas, havia cerca de duas mil pessoas a rezar.

O Estado Islâmico é uma organização fundamentalista sunita e os seus militantes consideram os xiitas hereges. A relação entre as duas comunidades tem estado particularmente tensas nos últimos anos, agravando-se com o conflito na Síria e agora no Iraque, que em larga medida opõe muçulmanos sunitas contra xiitas.

Num discurso para marcar o início do mês sagrado do Ramadão, a semana passada, o porta-voz do Estado Islâmico pediu uma intensificação da luta contra xiitas, membros de minorias religiosas e forças inimigas, incluindo países ocidentais.

Só esta sexta-feira já houve um atentado com um morto em França, dois atentados na Tunísia e este ataque no Kuwait.
[Notícia actulizada às 15h46]