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Vaticano rompe com FIFA até que se esclareça escândalo de corrupção

12 jun, 2015

Cada penalti convertido na Copa América valia dinheiro em favor de um programa educativo da responsabilidade do Vaticano. Acordo foi suspenso pelo Vaticano até que se esclareça o caso judicial que envolve a FIFA.

O Vaticano decidiu suspender um acordo que tinha assinado, em Abril, com a Conmebol - a confederação sul-americana de futebol - a Associação de Futebol da Argentina, devido ao escândalo de corrupção que "rebentou" no seio da FIFA.

Foi o próprio Papa Francisco quem assinou o documento, com vista a beneficiar o programa "Scholas Occurrentes". O acordo, baptizado de "Gols para Scholas", previa um donativo de nove mil euros por cada golo que, na Copa América 2015,  fosse marcado a partir da marca de grande penalidade.

"O programa Scholas abster-se-á de receber qualquer fundo até que se esclareça a investigação judicial em curso", declarou o Vaticano em comunicado divulgado na quinta-feira.

De acordo com a ESPN Brasil, a delegação da Conmebol que foi ao Vaticano para a assinatura do acordo integrava Rafael Esquivel, dirigente da Federação Venezuelana, que foi um dos detidos na Suíça a 27 de maio. A isto junta-se o facto do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol José Maria Marin e o uruguaio Eugenio Figueredo (ex-presidente da entidade) também estarem entre os detidos de Zurique.

As suspeitas de corrupção no organismo máximo do futebol mundial têm décadas, mas ganharam nova dimensão quando, em finais de maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes e ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção. Em causa estão alegados subornos na ordem dos 140 milhões de euros.