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Casamento não é apenas uma cerimónia com mais ou menos “fotos” e “flores”

06 mai, 2015

Francisco agradeceu a coragem dos homens e mulheres que aceitam o desafio do casamento e apresentou-os como “um recurso essencial para a Igreja e para o mundo”.

Casamento não é apenas uma cerimónia com mais ou menos “fotos” e “flores”
Casamento não é apenas uma cerimónia com mais ou menos “fotos” e “flores”
A tradicional catequese das quartas-feiras no Vaticano foi dedicada à "beleza" do matrimónio cristão. O Papa Francisco agradeceu a coragem dos homens e mulheres que aceitam o desafio do casamento e apresentou-os como “um recurso essencial para a Igreja e para o mundo”. A propósito dos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, que nos próximos dias será assinalado em várias capitais europeiais, Francisco diz que é preciso não esquecer o passado e aprender com os erros, para que não voltem a repetir-se
A tradicional catequese das quartas-feiras no Vaticano foi dedicada à beleza do matrimónio cristão. O Papa Francisco lembrou que o casamento não é simplesmente uma cerimónia com mais ou menos “fotos” ou “flores”, mas um sacramento que gera uma nova comunidade familiar.

“O sacramento do matrimónio é um grande acto de fé e de amor: testemunha a coragem de acreditar na beleza do acto criador de Deus e de viver o amor que leva a ir cada vez mais longe, para além de si próprio e também para além da própria família”, explicou na Praça de S. Pedro, em Roma.

“A vocação cristã para amar sem reservas e sem medida é aquilo que, com a graça de Cristo, está na base também do livre consentimento que constitui o matrimónio”, acrescentou.

Francisco agradeceu a coragem dos homens e mulheres que aceitam o desafio do casamento e apresentou-os como “um recurso essencial para a Igreja e para o mundo”.

Aprender a lição depois da II Guerra Mundial
O Papa associou-se ainda às celebrações do 70º aniversário do fim do conflito, em território europeu, que se vai assinalar em várias capitais, ao longo dos próximos dias.

O Papa disse no Vaticano que a humanidade tem de aprender as lições da II Guerra Mundial (1939-1945), que se concluiu há 70 anos.

“Confio, por intercessão de Maria Rainha da Paz, os votos de que a sociedade aprenda com os erros do passado e que diante dos conflitos atuais que estão a dilacerar algumas regiões do mundo, todos os responsáveis civis se empenhem na busca do bem comum e na promoção da cultura da paz”, declarou.

O encontro concluiu-se com os cumprimentos aos vários grupos de peregrinos presentes, incluindo os de língua portuguesa, entre os quais estava o bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes.