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Diocese de Bragança-Miranda inaugura centro para preservar património religioso

10 mar, 2015 • Olímpia Mairos

Novo equipamento quer responder às necessidades da região e actuar noutras zonas do país.

Diocese de Bragança-Miranda inaugura centro para preservar património religioso
O Centro de Conservação e Restauro da diocese de Bragança-Miranda abre portas esta terça-feira. O novo equipamento vai funcionar em Sendim, concelho de Miranda do Douro, e resulta da necessidade de preservar o património religioso e restaurar a arte sacra da diocese nordestina.

“Temos um património valioso e vastíssimo que é necessário preservar e, por isso, sentimos a necessidade de reunir técnicos e abrir este espaço a fim de ajudar as comunidades”, diz o padre António Pires, presidente da Comissão de Arte Sacra e dos Bens Culturais da Diocese de Bragança-Miranda.

Em termos de preservação, “além da intervenção, há a conservação preventiva” e, nesse sentido, é “necessário sensibilizar, dar formação para que o património não se deteriore e intervir com boas práticas”.

O centro, que custou 140 mil euros e contou com financiamento do PRODER, pretende ser também um instrumento educativo e pedagógico junto dos mais novos. “Muitas vezes as classes mais jovens não sabem como se faz uma intervenção no património. Nós vamos ter esse cuidado de educar as novas gerações para o património que existe”, assegura.

O Centro de Conservação e Restauro de Arte Sacra inclui oficinas, balneários e vestiários, um espaço para formação, uma área administrativa, uma sala para o serviço de inventariação e está integrado na Casa da Criança Mirandesa, em Sendim, Miranda do Douro.

O novo equipamento conta com uma equipa de sacerdotes, conservadores-restauradores e historiadores de arte.

Também faz parte da equipa um colégio científico, composto por três conservadores restauradores seniores - com formação na área da pintura mural, pintura de cavalete, talha, escultura e madeiras -, uma historiadora de arte e membros do clero.

Depois da abertura do centro é intenção da Comissão de Arte Sacra e dos Bens avançar com a recuperação de um edifício para a instalação do arquivo diocesano, uma vez que “há muita documentação dispersa pelas paróquias, alguma descuidada e a deteriorar-se”, revela o Padre António Pires.