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Cerimónia em Fátima homenageia padre Luís Kondor

07 mar, 2015 • Aura Miguel

Homem alegre e afável, foi um verdadeiro embaixador pelo mundo da mensagem dos pastorinhos.

Fátima recebe, este sábado, uma homenagem ao padre Luís Kondor para assinalar os 50 anos do calvário húngaro. Vai ser celebrada missa e inaugurada uma estátua, para lembrar o sacerdote que se dedicou à causa de Fátima.

Homem alegre e afável, o padre Luís Kondor foi um verdadeiro embaixador pelo mundo da mensagem dos pastorinhos.

Amigo pessoal da Irmã Lúcia e vice-postulador da canonização de Jacinta e Francisco, a sua vida dava um livro. Nasceu na Hungria em 1928 e, desde criança, sonhou ser missionário. Com 18 anos entrou para a Congregação do Verbo Divino, onde permaneceu até morrer, em 2009.

A invasão soviética obrigou-o a sair do seu país. Depois passou pela Áustria e Alemanha, chegando a Fátima em 1958, onde depressa se envolveu na mensagem revelada aos pastorinhos.

Foi ele quem divulgou as “Memórias da Irmã Lúcia”, em várias línguas, e enviou clandestinamente para os países de Leste, livros e imagens de Fátima. 
Também graças ao padre Kondor construiu-se o monumento dos Valinhos, a Via-Sacra e a capela do calvário húngaro.

Em 2006 foi agraciado com a insígnia de Comendador da Ordem de Mérito, atribuída pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.

Cinquenta anos depois desta iniciativa, a Hungria está em Fátima representada ao mais alto nível. O cardeal Erdö, arcebispo de Budapeste, e o Presidente da República, Jánus Áder, marcam presença numa missa na capela do calvário húngaro e na inauguração de uma estátua do padre Luís Kondor feita pelo escultor português João de Sousa Araújo.